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Novo supercomputador chinês quer ser o mais potente do mundo

Funcionando somente à base de CPUs construídos dentro da China, nova máquina Lingsheng, ou LineShine, mira ultrapassar o americano El Capitan, atualmente o supercomputador mais rápido

China constrói novo supercomputador totalmente com componentes domésticos. Na foto, supercomputador Sunway TaihuLight, predecessor do atual projeto Lingsheng (Xu Congjun/VC/Getty Images)

China constrói novo supercomputador totalmente com componentes domésticos. Na foto, supercomputador Sunway TaihuLight, predecessor do atual projeto Lingsheng (Xu Congjun/VC/Getty Images)

Publicado em 6 de maio de 2026 às 06h01.

A China revelou recentemente seu novo supercomputador Lingsheng, construído inteiramente com CPUs domésticas, cujo objetivo é ultrapassar a atual máquina mais rápida do mundo em termos de cálculos por segundo, o supercomputador americano El Capitan.

Com os componentes nacionais, a China também foi capaz de contornar controles de exportação americanos na construção do computador – os supercomputadores chineses dependiam de uma mistura de componentes domésticos e americanos, especialmente de empresas como a Nvidia.

O Lingsheng – ou LineShine, como ficou conhecido em inglês – foi projetado para conseguir processar 2 exaflops, ou dois quintilhões de cálculos, por segundo. Em comparação, o El Capitan atinge 1,8 exaflops. Uma outra diferença é a base operatória: a máquina americana e a maioria dos outros supercomputadores pelo mundo, funcionam à base de unidades de processamento gráfico, ou GPU, enquanto a chinesa opera totalmente sobre unidades de processamento central, ou CPU.

A diferença entre os dois é que CPUs, operando em sequência, se destacam em resolver tarefas diversificadas, mas as processam em levas menores, o que requer mais unidades.

Por sua vez, GPUs, operando em paralelo e com maior eficiência energética, são projetadas para tarefas maiores e mais específicas, que se beneficiam desse modo de operação, como simulações em larga escala. O Lingsheng utiliza 47 mil CPUs espalhadas por 92 gabinetes, de acordo com o engenheiro-chefe por trás do projeto, Lu Yutong.

Sem prazo para início das operações

Durante uma conferência em abril na cidade de Shenzhen, no sudeste da China, a vice-diretora do projeto, Huang Xiaohui, disse que a máquina já estava completa tanto em termos de hardware – as partes físicas que a compõem – quanto de software, incluindo o sistema operacional, como um inédito supercomputador totalmente doméstico. Todavia, nenhum prazo foi dado para o início das operações completas.

“Até o final de 2025, concluímos a implantação e ativação completas do sistema, com desempenho sustentado superior a 2 exaflops. Seu desempenho já ultrapassou o do El Capitan, dos Estados Unidos, recolocando a China na posição número 1 do mundo”, disse ela em declarações transmitidas pela Shenzhen TV, uma emissora da cidade.

Huang disse ainda que o Lingsheng utiliza as mais poderosas CPUs da atualidade, adotando uma arquitetura interna integrada que suporta tanto a computação tradicional de alta performance quanto o uso de ferramentas de inteligência artificial.

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