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Nova CE será atrasada até haver mínimo de mulheres

O presidente eleito da Comissão Europeia atrasará a formação da nova comissão se não chegar a quantidade mínima de mulheres


	O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker
 (Vincent Kessler/Reuters)

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker (Vincent Kessler/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 31 de julho de 2014 às 13h20.

Bruxelas - O presidente eleito da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, atrasará a formação da nova Comissão Europeia se não se chegar a uma quantidade mínima de mulheres igual à atual dentro do próximo Executivo, informou hoje sua porta-voz, Natasha Bertaud.

"É possível que haja atrasos na formação da nova Comissão Europeia se não se chegar a um mínimo equilíbrio de gênero", disse Bertraud.

O parlamento Europeu disse, através de seu presidente, Martin Schulz, que não dará sinal verde a uma Comissão Europeia com menos mulheres do que a atual, que tem nove.

"Juncker também deixou claro muitas vezes que não aceitará uma Comissão Europeia com apenas duas ou três mulheres, porque não seria nem legítima nem crível", disse a porta-voz.

À meia-noite de hoje termina o prazo para que os países da UE apresentem seu candidato ou seus candidatos a integrar o Executivo.

Precisamente, Juncker pediu aos países que apresentassem mais de um candidato por país, incluindo uma mulher, para poder compor uma nova CE com equilíbrio de gênero.

No entanto, fontes comunitárias explicaram hoje que a maioria de países só propôs "um nome".

Até o momento, só indicaram oficialmente mulheres a Suécia (que tentará a reeleição da comissária europeia Cecilia Malmström, atual titular de Interior na CE) e a República Tcheca (Vera Jourova, ministra de Desenvolvimento Rural).

O calendário provisório incluía que Juncker definisse com os governos europeus um colégio de comissários designados para início de setembro, depois que em 30 de agosto se alcance consenso entre os países sobre quem deve presidir o Conselho Europeu e quem será o novo chefe da diplomacia europeia.

Em seguida, os comissários designados se submeteriam à análise das entrevistas dos eurodeputados na segunda quinzena de setembro, à votação do plenário em outubro, e em 1º de novembro a nova CE já estaria em pleno funcionamento.

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