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Milhares deixam cidades sírias controladas pelo governo

Combatentes da oposição alertaram que eles vão atacar durante a eleição presidencial da próxima semana


	Presidente sírio, Bashar al-Assad: Síria irá realizar a eleição presidencial em 3 de junho
 (SANA/Divulgação via Reuters)

Presidente sírio, Bashar al-Assad: Síria irá realizar a eleição presidencial em 3 de junho (SANA/Divulgação via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de maio de 2014 às 14h46.

Beirute - Milhares de pessoas fugiram de cidades sírias controladas pelo governo depois de os combatentes da oposição alertarem que eles vão atacar durante a eleição presidencial da próxima semana, informaram ativistas nesta sexta-feira.

A Síria irá realizar a eleição presidencial em 3 de junho, pleito no qual o presidente Bashar al-Assad é amplamente favorito a garantir mais um mandato de sete anos, ao mesmo tempo que o líder tenta acabar com o conflito que já dura 3 anos e vitimou mais de 162 mil pessoas. A oposição síria e seus aliados ocidentais denunciaram a votação como uma farsa destinada exclusivamente a emprestar a Assad um verniz de legitimidade eleitoral.

Os civis fugiram da cidade de Idlib, no noroeste da Síria, que está em poder do governo e bloqueada por forças rebeldes em três lados. Eles escaparam da cidade depois de o Conselho Islâmico, um grupo militar e civil que atuam nas zonas controladas por rebeldes, ordenarem que saíssem até a meia-noite de sexta-feira. A cidade está sitiada por rebeldes há mais de dois anos e testemunhou confrontos frequentes.

Combatentes rebeldes fecharam as estradas que ligas as áreas sob seu controle com aquelas que estão nas mãos do governo após o término do prazo, disse um ativista da região que atende pelo nome de Hasan Idilbi. "A oposição está se preparando para atacar durante as eleições", disse o ativista via Skype.

Os membros do Conselho Islâmico não responderam aos pedidos de entrevista da reportagem para comentar o assunto.

O ativista Asaad Kanjo, que atua na vizinha de Saraqeb, disse que cerca de 4 mil pessoas deixaram a cidade nesta quinta-feira. Ele acrescentou que, em sua maioria, elas fugiram para aldeias e cidades próximas, bem como áreas na fronteira com a Turquia.

Em Hama, o ativista Ahmad al-Ahmad disse que algumas centenas de pessoas deixaram a cidade para os subúrbios após ameaças rebeldes similares. Fonte: Associated Press.

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