Nicolas Sarkozy, ex-presidente na França, declara voto em Macron

O presidente da França entre 2007 e 2012 afirmou que Macron tem a experiência necessária diante de uma grave crise internacional
 (Christophe Petit-Tesson/Reuters)
(Christophe Petit-Tesson/Reuters)
Por AFPPublicado em 12/04/2022 08:45 | Última atualização em 12/04/2022 08:45Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O ex-presidente conservador francês Nicolas Sarkozy anunciou nesta terça-feira que votará no atual chefe de Estado, o centrista Emmanuel Macron, no segundo turno de 24 de abril, que terá como outra candidata a política de extrema-direita Marine Le Pen.

"Votarei em Emmanuel Macron porque acredito que tem a experiência necessária diante de uma grave crise internacional, mais complexa que nunca", escreveu o presidente da França entre 2007 e 2012 em sua página do Facebook.

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Sarkozy, que durante o primeiro turno não apoiou nenhum candidato publicamente, justificou seu comunicado público pela "importância" da próxima eleição, que o obrigou a "a abandonar sua reserva".

"O contexto internacional e a situação financeira são graves e exigirão decisões difíceis e urgentes (...) que comprometerão a França para os próximos cinco anos", acrescentou na mensagem.

O ex-presidente, considerado próximo a Macron, destacou o "projeto econômico" do candidato do partido A República Em Marcha (LREM), que coloca "a valorização do trabalho no centro", e o seu "compromisso europeu claro".

No primeiro turno, Sarkozy chamou a atenção da imprensa ao não apoiar publicamente a candidata de seu partido Os Republicanos (LR), Valérie Pécresse, que recebeu menos de 5% dos votos.

Pécresse declarou voto no atual presidente, mas o partido se limitou a pedir que nenhum voto seja concedido à extrema-direita, sem declarar apoio direto ao presidente. Também afirmou que o LR não é compatível nem com Macron nem com Le Pen.

"A fidelidade aos valores da direita republicana e nossa cultura de governo devem nos levar a responder ao apelo de unidade de Emmanuel Macron na presidência", afirmou, no entanto, Sarkozy.

Quase todos os candidatos derrotados no primeiro turno pediram voto em Macron ou que os eleitores não votem em Le Pen. O ex-primeiro-ministro socialista Lionel Jospin também anunciou que votará no atual presidente.