Mundo

Netanyahu descarta desmantelar colônias se vencer eleições

O premiê israelense prometeu, em caso de vitória, que nos próximos quatro anos nenhuma colônia será desmantelada


	Trabalhador instala outdoor do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu: "não retiramos nenhuma implantação, as reforçamos", disse o premiê
 (Jack Guez/AFP)

Trabalhador instala outdoor do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu: "não retiramos nenhuma implantação, as reforçamos", disse o premiê (Jack Guez/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de janeiro de 2013 às 08h21.

Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou em uma declaração publicada nesta sexta-feira que não evacuará nenhuma das colônias na Cisjordânia durante seu mandato se voltar a vencer as eleições legislativas da próxima terça-feira.

Em resposta a uma pergunta do jornal Maariv sobre se podia prometer, em caso de vitória, que nos próximos quatro anos nenhuma colônia será desmantelada, Netanyahu respondeu: "Sim, os dias nos quais os buldôzeres retiravam os judeus formam parte do passado, e não do futuro".

"Não retiramos nenhuma implantação, as reforçamos", acrescentou Netanyahu, lembrando que seu governo criou a primeira universidade israelense na Cisjordânia ocupada, na colônia de Ariel.

"Ninguém tem que me dar lições sobre o amor a Eretz Israel (a Terra de Israel) ou sobre o compromisso com o sionismo ou os assentamentos", disse Netanyahu.

O primeiro-ministro respondia ao partido nacionalista religioso Lar Judeu, dirigido por Naftali Bennett, que pede a colonização acelerada da Cisjordânia e que, segundo as pesquisas, pode tirar votos do Likud Beitenu, a aliança de direita dirigida por Netanyahu.

Acompanhe tudo sobre:IsraelConflito árabe-israelenseEleições

Mais de Mundo

Portugal passa a aceitar CNH do Brasil após mudanças no processo

Secretário dos EUA diz que Venezuela terá transição estável com participação de Corina

China reduz impostos em RMB 2,8 trilhões para apoiar inovação e indústria

Energia solar lidera expansão da matriz energética chinesa em 2025