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Naufrágio de balsa na Guiana deixa ao menos 41 mortos

Embarcação levava número de passageiros acima da lista oficial; buscas continuam por desaparecidos em área ampliada

tragédia na Guiana: embarcação afundou na noite de sábado, poucas horas depois de deixar a capital, Georgetown (Handout / NCN Guyana / AFP)

tragédia na Guiana: embarcação afundou na noite de sábado, poucas horas depois de deixar a capital, Georgetown (Handout / NCN Guyana / AFP)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 21 de julho de 2026 às 17h51.

Pelo menos 41 pessoas morreram após o naufrágio de uma balsa na costa da Guiana durante o fim de semana, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo do país nesta terça-feira, 21. As equipes de resgate continuam as buscas por dezenas de desaparecidos.

A embarcação afundou na noite de sábado, poucas horas depois de deixar a capital, Georgetown, em direção a Port Kaituma, no interior da floresta. O trajeto incluía navegação pelo mar antes da entrada em um rio que dá acesso ao povoado.

De acordo com o governo, os 41 corpos já foram recuperados. O número representa um aumento em relação ao balanço anterior, que contabilizava 27 vítimas fatais. Outras 77 pessoas foram resgatadas, enquanto dezenas seguem desaparecidas.

Área de buscas foi ampliada

As operações de resgate começaram na madrugada de domingo, após um pedido de socorro. Segundo as autoridades, mergulhadores franceses e guianenses continuam atuando no local do acidente para localizar vítimas submersas.

Agentes da defesa civil e pescadores locais ampliaram a área de buscas de 400 km² para 1.070 km².

O primeiro-ministro da Guiana, Mark Phillips, afirmou que estimativas oficiais indicam que a embarcação transportava 179 pessoas, número superior às 133 registradas na lista de passageiros.

Tragédia atinge região disputada

O naufrágio representa uma das maiores tragédias recentes para a Guiana, país de língua inglesa da América do Sul com população inferior a um milhão de habitantes.

Port Kaituma está localizada na região de Essequibo, território de cerca de 160 mil km² administrado pela Guiana há mais de um século e alvo de uma disputa territorial com a Venezuela. A área ganhou importância internacional nos últimos anos devido às suas reservas de petróleo.

Nesta terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela manifestou solidariedade às vítimas. Em comunicado, o governo venezuelano afirmou acompanhar a situação de emergência e desejou sucesso às operações de resgate em andamento.

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