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Namíbia começa eleições presidenciais e legislativas

Cidadãos namíbios começaram a votar nas eleições presidenciais e legislativas, em um dia que se iniciou em um ambiente de normalidade e sem incidentes


	Namíbios fazem fila durante eleições: mais de 1,1 milhão, quase a metade da população do país, está habilitada a votar
 (Rodger Bosch/AFP)

Namíbios fazem fila durante eleições: mais de 1,1 milhão, quase a metade da população do país, está habilitada a votar (Rodger Bosch/AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de novembro de 2014 às 07h47.

Johanesburgo - Os cidadãos namíbios começaram a votar nesta sexta-feira nas eleições presidenciais e legislativas, em um dia que se iniciou em um ambiente de normalidade e sem incidentes, informou a imprensa local.

Desde a abertura das urnas às 7h (3h em Brasília), e inclusive antes, centenas de pessoas já formavam filas nos colégios eleitorais de todo o país para exercer o direito ao voto.

Mais de 1,1 milhão, quase a metade da população do país, está habilitada a votar.

No poder desde a independência em 1990, o partido SWAPO (Organização Popular do Sudoeste da África, que liderou a luta anticolonial) espera conseguir uma nova vitória que coloque o até agora primeiro-ministro Hage Geingob como chefe do Estado e conquiste a grande maioria das 96 cadeiras do parlamento.

Indiscutivelmente ele é o favorito para substituir Hifikepunye Pohamba no cargo, o presidente em fim de mandato, que não pode se apresentar novamente após completar dois ciclos à frente de uma das democracias mais estáveis da África.

Pela primeira vez na história do país e do continente, os eleitores votam de forma eletrônica, através de máquinas importadas da Índia que substituirão às tradicionais cédulas de papel.

A notícia fez com que dois partidos da oposição e instituições da sociedade civil pedissem esta semana ao Tribunal Supremo o adiamento das votações até fevereiro, já que a ausência de cédulas abre a porta, segundo sua opinião, à fraude do processo eleitoral.

A Justiça desprezou na quarta-feira o recurso, impulsionado pelo primeiro partido da oposição, o Movimento para a Democracia e o Progresso (RDP), uma cisão de SWAPO que concorre às presidenciais com Hidipo Hamutenya como candidato.

Outra novidade dessa jornada será a paridade de gênero nas listas dos candidatos do SWAPO e de outros partidos. O partido governamental prometeu aplicar esta política a todos os ministérios e instituições públicas, de modo que, quando o ministro for homem a vice-ministra será mulher, e vice-versa.

Nas últimas eleições, realizadas há cinco anos, o SWAPO venceu com mais de 70% dos votos tanto nas presidenciais quanto nas legislativas. Especialistas consideram factíveis estes resultados também neste pleito.

A economia da Namíbia tem uma forte dependência de seus recursos mineiros, especialmente dos diamantes e do urânio. Apesar das turbulências financeiras internacionais, o país manteve durante os piores anos da crise um crescimento de, aproximadamente, 5%, e a economia expandiu 4,4% no ano passado.

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