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Mônaco recebe prêmio “Raio do Dia” por boa atuação na COP18

O país recebeu o prêmio Raio do Dia por assumir ontem o “notável compromisso” de reduzir em 30% suas emissões de gases do efeito estufa até 2020


	Na opinião da CAN, Mônaco é um “brilhante exemplo da postura que a COP18 precisa”
 (Getty Images)

Na opinião da CAN, Mônaco é um “brilhante exemplo da postura que a COP18 precisa” (Getty Images)

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Débora Spitzcovsky

4 de dezembro de 2012, 16h46

São Paulo - Famosa por criticar, por meio da entrega de Fósseis do Dia, os países que estão deixando a desejar nas negociações da COP18 de Mudanças Climáticas, a organização Climate Action Network (CAN) abriu uma exceção nesta segunda-feira (03) e fez um elogio a uma das nações participantes da Conferência: a europeia Mônaco.

O país recebeu o prêmio Raio do Dia por assumir ontem o “notável compromisso” de reduzir em 30% suas emissões de gases do efeito estufa até 2020, estimulando outros países a também adotarem metas mais ambiciosas.

Na opinião da CAN, Mônaco é um “brilhante exemplo da postura que a COP18 precisa” e, por isso, é digna de um Raio, “para ser seguida por outras nações”.

Na direção errada

Por outro lado, Nova Zelândia e Canadá – que já possuíam, respectivamente, quatro e três Fósseis do Dia (saiba mais em: Os países que (até agora) estão atrapalhando as negociações da COP18) – parecem estar indo pelo caminho errado. As duas nações receberam, cada uma, mais um Fóssil do Dia da CAN nesta segunda (03), por estarem fazendo seu melhor para atrapalhar os esforços mundiais de combate às mudanças climáticas.

Nova Zelândia foi “premiada” pela postura do seu ministro do Meio Ambiente, Nick Smith, que insiste em agir como se não participar do segundo período do Protocolo de Kyoto fosse algo positivo. “O que o ministro não percebe é que, ao se recusar a participar do único acordo internacional legalmente vinculante que existe hoje para reduzir as emissões de carbono, a Nova Zelândia se tornará mais e mais irrelevante nas negociações do tratado pós-2020. Isso não é nada bom, nem para eles mesmos”, apontou a CAN.

Já o Canadá ganhou o quarto Fóssil do Dia por sua “amnésia climática”. O país apresentou ontem uma retrospectiva das ações que realizou nos últimos três anos, na tentativa de mostrar que está, sim, comprometido em não deixar a temperatura do planeta subir mais do que 2ºC. No entanto, em nenhum momento, o documento faz referência ao fato do país ter “pulado fora” do Protocolo de Kyoto no ano passado, o que indignou a CAN.

“Ei, Canadá, vocês esqueceram de incluir na retrospectiva a sua ação climática mais memorável: ser o primeiro país da história a, oficialmente, pular fora de Kyoto. Nós sabemos que vocês são modestos, mas um feito como esse merece reconhecimento. Queremos ter certeza que vocês estão levando créditos por aquilo que realmente merecem”, alfinetou a organização.