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Ministro da Guiné diz que surto de ebola foi controlado

"Nós temos a satisfação de dizer que controlamos a disseminação da epidemia", disse ministro de Relações Exteriores da Guiné, François Fall


	Controle sanitário na saída do aeroporto de Conacri, na Guiné: epidemia é altamente fatal e deixou 157 pessoas infectadas e 101 mortas apenas na Guiné
 (AFP)

Controle sanitário na saída do aeroporto de Conacri, na Guiné: epidemia é altamente fatal e deixou 157 pessoas infectadas e 101 mortas apenas na Guiné (AFP)

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Da Redação

Publicado em 5 de agosto de 2014 às 13h43.

Pretória - O ministro de Relações Exteriores da Guiné, François Fall, afirmou que o país colocou o surto do vírus Ebola sob controle, depois de mais de 100 pessoas morrerem por causa da doença no país.

"Nós temos a satisfação de dizer que controlamos a disseminação da epidemia", disse Fall após uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane, em Pretória.

"Nós inclusive conseguimos curar alguns dos infectados", disse Fall. A epidemia é altamente fatal e deixou 157 pessoas infectadas e 101 mortas apenas na Guiné. "Nós nos beneficiamos da ajuda da comunidade internacional para conter a disseminação da epidemia", acrescentou.

Na semana passada, organizações de ajuda internacional lançaram uma série de medidas emergenciais na Guiné e no oeste do continente africano na tentativa de conter uma das piores epidemias do Ebola já registradas.

A doença começou a se espalhar a partir da região empobrecida das florestas no sul da Guiné e chegou à capital, Conacri, uma cidade portuária onde vivem 2 milhões de pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu a epidemia como uma das mais desafiadoras desde que o vírus surgiu, em 1976, na região onde agora é o Congo.

"Foi a primeira vez que enfrentamos essa epidemia", disse Fall, acrescentando que, apesar de ter agido "muito rapidamente" para conter a doença, "infelizmente houve uma centena de mortos".

Segundo Fall, todos que entram ou saem da Guiné estão sendo avaliados para checar se carregam o vírus do Ebola. Na vizinha Libéria, houve 21 casos da doença, que resultaram em dez mortes.

Em epidemias passadas o vírus conhecido como Zaire Ebola teve uma taxa de fatalidade de até 90% e não há vacina, cura ou um tratamento específico para a doença. Fonte: Dow Jones Newswires.

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