Milhares participam de passeata contra desemprego na Espanha

Os sindicatos espanhóis chamaram os cidadãos para manifestações com palavras de ordem centradas na necessidade de políticas que favoreçam a criação de empregos

Madri - Milhares de pessoas desfilaram pelas ruas de várias cidades da Espanha nesta quarta-feira por conta do Primeiro de Maio, no pior momento da história do país em matéria de desemprego.

Na semana passada, ficou conhecido o dado de que o desemprego já afeta 6,2 milhões de pessoas, 27,16% da população ativa. A previsão do Governo para este ano não melhora os números atuais e quase não remontará nos dois próximos anos: 26,1% em 20141 e 25,8% em 2015.

Neste contexto, os sindicatos espanhóis chamaram os cidadãos para participar das manifestações com palavras de ordem centradas na necessidade de políticas que favoreçam a criação de emprego.

O ato central convocado pelos dois principais sindicatos, Comissões Operárias (CCOO) e Unió General de Trabalhadores (UGT) aconteceu em Madri, onde seus respectivos líderes, Ignário Fernández Toxo e Cándido Méndez, criticaram com dureza a gestão do Governo e reivindicaram que mude as prioridades de sua política e deixe o emprego em primeiro lugar.

Ao término da manifestação que, segundo os próprios sindicatos, reuniram 40 mil pessoas, Toxo advertiu que os sindicatos não pararão até que consigam reverter os efeitos da reforma laboral aprovada pelo Executivo de Mariano Rajoy em fevereiro de 2012.

O mesmo dirigente sindical convidou Rajoy para 'dar um passo adiante' em matéria de emprego, já que se quiser seguir liderando o país, deve "convocar a sociedade de forma urgente".

Os sindicatos também reivindicaram o final das políticas de austeridade e os cortes, que consideram que supõem um empecilho para o crescimento econômico e a criação de postos de trabalho.

As passeatas de Primeiro de Maio acontecem poucos dias depois que o Governo enviou à União Europeia suas previsões macroeconômicas que, à parte da alta taxa de desemprego, incluem a estimativa de que a economia caia neste ano 1,3% e fiquei situada com um déficit de 6,3%.

Na Espanha, a falta de trabalho afeta, sobretudo, os menores de 25 anos, entre os quais o desemprego se situada em 57,22% no primeiro trimestre do ano, seguido do coletivo de estrangeiros, entre os quais o desemprego chega a 39,21%.

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