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Merkel e Netanyahu falam sobre acordo nuclear com o Irã

"A chanceler e o primeiro-ministro falaram do acordo com o Irã, mas não da viagem do ministro da Economia", garantiu a vice-porta-voz alemã, Christiane Wirtz


	O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: a porta-voz afirmou que o governo alemão é consciente de que as relações entre Irã e Israel ainda são problemáticas
 (Dan Balilty/AFP)

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu: a porta-voz afirmou que o governo alemão é consciente de que as relações entre Irã e Israel ainda são problemáticas (Dan Balilty/AFP)

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Da Redação

Publicado em 20 de julho de 2015 às 11h04.

Berlim - A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mantiveram uma conversa telefônica sobre o acordo alcançado em torno do programa nuclear iraniano, que Israel rejeita e que foi possível após longas negociações nas quais a Alemanha participou ativamente.

"A chanceler e o primeiro-ministro falaram do acordo com o Irã, mas não da viagem do ministro da Economia", garantiu a vice-porta-voz do governo alemão, Christiane Wirtz, sobre informações vinculadas na imprensa de que Netanyahu teria se queixado da viagem feita pelo ministro da Economia e vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, ontem ao Irã, acompanhado por uma delegação empresarial.

A porta-voz afirmou que o governo alemão é consciente de que as relações entre Irã e Israel ainda são problemáticas e lembrou que o governo em Teerã continua sem reconhecer o direito à existência do estado israelense.

No entanto, Christiane disse que o acordo sobre o programa nuclear - que permite ao Irã o uso civil da energia atômica, mas não o uso militar - pode ser um primeiro passo para criar confiança na região e iniciar um diálogo produtivo com o governo iraniano sobre temas conflituosos.

A viagem de Gabriel a Teerã tem como objetivo retomar as relações econômicas da Alemanha com o Irã uma vez as sanções sejam suspensas, mas o ministro também aproveitou para tratar temas como os direitos humanos e o direito à existência de Israel. EFE

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