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'Megaseca' nos Andes deixa picos de montanhas sem neve

Atualmente o Hemisfério Sul está passando pelo inverno, quando deveria ser o auge da queda de neve

Uma combinação de imagens, obtidas por um dos satélites Copernicus Sentinel-3, nos dias 27 de julho de 2020 e 29 de julho de 2021 mostra o menor volume de neve que afeta a cordilheira dos Andes. (DG DEFIS/Divulgação/Reuters)
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Reuters

Publicado em 5 de agosto de 2021 às 21h33.

A cordilheira dos Andes, que sempre atraiu esquiadores ao continente sul-americano, está enfrentando uma baixa histórica nas nevadas neste ano, durante uma seca que dura uma década, que cientistas dizem ser consequência do aquecimento global .

A chuva e a neve escassas estão deixando muitas das majestosas montanhas, que se estendem entre o Equador e a Argentina, com áreas irregulares de neve, ou sem nada de neve, com a terra marrom dos picos à mostra.

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Com a queda da precipitação e a diminuição das geleiras pela região, comunidades que dependem das montanhas para fornecimento de água podem sofrer com a escassez, disse Ricardo Villalba, principal pesquisador do Instituto Argentino de Neve, Geleiras e Estudos de Ciências Ambientais.

"Aqui estamos vendo um processo de queda na precipitação em um longo prazo, uma megaseca", disse Villalba.

"Se olharmos os níveis de precipitação agora para a cordilheira inteira, eles mostram que ou não nevou nada, ou que nevou muito pouco", apontou o cientista.

 

 

Atualmente o Hemisfério Sul está passando pelo inverno, quando deveria ser o auge da queda de neve.

Os resorts de Ski reabriram após longos fechamentos durante a pandemia, e estão atraindo esquiadores saudosos para a fronteira entre Argentina e Chile. Mas a neve escassa está forçando muitos resorts a transportarem neve para cobrir descidas mais populares ou a fabricarem neve artificial.

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