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'Mais cedo ou mais tarde' ele voltará à Venezuela, diz filho de Nicolás Maduro

Nicolás Maduro foi deposto neste sábado em uma operação militar dos Estados Unidos e levado para Nova York para ser julgado por narcotráfico

Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente desposto da Venezuela, Nicolás Maduro (FEDERICO PARRA/AFP /Getty Images)

Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente desposto da Venezuela, Nicolás Maduro (FEDERICO PARRA/AFP /Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 15h20.

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Nicolás Maduro Guerra declarou, nesta segunda-feira, 5 de janeiro, que seu pai, o presidente deposto Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores "voltarão" à Venezuela "mais cedo ou mais tarde" dos Estados Unidos, onde enfrentam a Justiça.

"Eles voltarão. Nossos olhos verão. Seremos testemunhas desse momento histórico. Não tenham dúvidas de que isso vai acontecer em nome de Deus, todo-poderoso", disse o deputado Maduro Guerra na posse do novo Parlamento.

Maduro foi deposto neste sábado em uma operação militar dos Estados Unidos e levado para Nova York para ser julgado por narcotráfico.

O deputado Nicolás Maduro Guerra também declarou seu "apoio incondicional" à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que também conta com o reconhecimento dos militares.

"A ti, Delcy Eloína, meu apoio incondicional para a difícil tarefa que tem pela frente. Conte comigo (...). A pátria está em boas mãos, pai, e em breve nos abraçaremos aqui na Venezuela", exclamou Maduro Guerra, emocionado, durante a posse do novo Parlamento.

Deposto em 3 de janeiro em um ataque militar dos Estados Unidos, Maduro foi transferido para Nova York para ser julgado por tráfico de drogas e terrorismo. Ele e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes das acusações diante de um juiz de Nova York nesta segunda-feira, 5 de janeiro.

Entenda a invasão dos EUA à Venezuela

Os Estados Unidos invadiram a Venezuela na madrugada deste sábado, 3, e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar de grande escala que incluiu bombardeios em Caracas e em regiões estratégicas do país.

A ação, confirmada pelo presidente americano Donald Trump, levou o líder chavista para uma prisão nos Estados Unidos sob acusações de narcoterrorismo e abriu uma crise sem precedentes recentes na América do Sul, com impactos diretos sobre a soberania venezuelana, o equilíbrio regional, o mercado global de petróleo e a arquitetura de segurança internacional.

Os Estados Unidos afirmam ter realizado um ataque em larga escala contra a Venezuela, com bombardeios em Caracas e em estados estratégicos como Miranda, La Guaira e Aragua. Segundo Washington, a ofensiva derrubou sistemas de energia e alvos militares antes da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Maduro foi capturando antes de entrar em um bunker, retirado do país e levado para os Estados Unidos, onde está preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn. Ele é acusado de narcoterrorismo e tráfico internacional de cocaína e deverá responder a processos em tribunais de Nova York. Autoridades venezuelanas afirmam que integrantes da equipe de segurança presidencial foram mortos durante a operação.

A ação foi conduzida, segundo a imprensa americana, por militares da Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA.

Após a operação, Trump apresentou o que chamou de “Doutrina Donroe”, em referência direta à Doutrina Monroe, ao afirmar que o hemisfério ocidental estaria sob responsabilidade de Washington. O presidente dos EUA disse que a ofensiva representa uma nova estratégia de intervenção regional e afirmou que novas ações militares não estão descartadas.

Trump declarou que as Forças Armadas americanas permanecem prontas para um segundo ataque caso o novo comando venezuelano “não se comporte”. O presidente também fez advertências diretas a Colômbia e México, sugerindo que ambos enfrentam problemas ligados ao narcotráfico e poderiam ser alvo de iniciativas semelhantes.

(Com informações da AFP)

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