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Maduro diz esperar relação melhor com EUA no governo Trump

Desde que assumiu, Maduro vem atacando Washington, a quem culpa por estar por trás de uma "guerra econômica"

Nicolás Maduro: "espero que, durante a próxima presidência dos Estados Unidos, com Donald Trump, a Venezuela tenha relações melhores" (REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

Nicolás Maduro: "espero que, durante a próxima presidência dos Estados Unidos, com Donald Trump, a Venezuela tenha relações melhores" (REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

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Reuters

Publicado em 21 de novembro de 2016 às 09h50.

Caracas - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo que espera um melhor relacionamento com os Estados Unidos depois da vitória presidencial de Donald Trump, apesar de ter chamado o magnata do setor imobiliário de "bandido e ladrão" no ano passado.

Desde que chegou ao poder, em 2013, Maduro vem atacando Washington, a quem culpa por estar por trás de uma "guerra econômica" que mergulhou o país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em uma crise que está causando uma inflação de três dígitos e uma grande escassez de produtos.

Em julho, Trump disse que os EUA iriam "acabar virando a Venezuela" se sua rival Hillary Clinton conquistasse a Casa Branca.

"Espero que, durante a próxima presidência dos Estados Unidos, com Donald Trump, a Venezuela tenha relações melhores... e supere... erros graves cometidos por George W. Bush que infelizmente foram aprofundados por (Barack) Obama", disse Maduro em uma transmissão televisiva.

Hugo Chávez, antecessor de Maduro, chamou o então presidente George W. Bush de "diabo" na Organização das Nações Unidas (ONU) uma década atrás, quando as relações estavam em seu pior momento.

Os dois países vêm tendo um relacionamento conturbado desde que Chávez se tornou presidente, em 1999, e a Venezuela substituiu Cuba como principal causa de exasperação para os EUA na região.

Maduro se encontrou com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na Colômbia em setembro. Kerry conversou com Maduro sobre os "desafios econômicos e políticos" da Venezuela e o exortou a trabalhar com a oposição do país, de acordo com o governo dos EUA.

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