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Líderes europeus estariam dispostos a colaborar em cúpula com Zelensky, Trump e Putin

Representantes da França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Polônia assinaram foram os líderes que assinaram a declaração

A reunião entre Trump e Putin nesta sexta-feira no Alasca terminou sem um acordo para um cessar-fogo na Ucrânia, mas ambos os líderes manifestaram sua sintonia e o americano classificou as conversas como “extremamente produtivas” (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

A reunião entre Trump e Putin nesta sexta-feira no Alasca terminou sem um acordo para um cessar-fogo na Ucrânia, mas ambos os líderes manifestaram sua sintonia e o americano classificou as conversas como “extremamente produtivas” (BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)

EFE
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 16 de agosto de 2025 às 08h33.

Última atualização em 16 de agosto de 2025 às 08h38.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e outros seis líderes europeus, disseram neste sábado, 16, em uma declaração conjunta que estão “dispostos a colaborar” em uma cúpula trilateral entre o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e seus homólogos da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Rússia, Vladimir Putin.

“Conforme previsto pelo presidente Trump, o próximo passo agora deve ser continuar as conversas, incluindo o presidente Zelensky, com quem se reunirá em breve. Também estamos dispostos a colaborar com o presidente Trump e o presidente Zelensky para realizar uma cúpula trilateral com o apoio da Europa”, afirmaram os líderes na declaração conjunta publicada após a reunião no Alasca entre Trump e Putin.

Os líderes que assinaram a declaração são o presidente francês, Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.

Reunião entre Rússia e EUA

A reunião entre Trump e Putin nesta sexta-feira no Alasca terminou sem um acordo para um cessar-fogo na Ucrânia, mas ambos os líderes manifestaram sua sintonia e o americano classificou as conversas como “extremamente produtivas”.

Após o encontro, Trump conversou por telefone no sábado pela manhã com Zelensky e líderes europeus, incluindo Von der Leyen, quando os informou sobre sua reunião com Putin.

“Os líderes saúdam os esforços do presidente Trump para deter a matança na Ucrânia, pôr fim à guerra de agressão da Rússia e alcançar uma paz justa e duradoura”, destacou a declaração europeia.

Além disso, acrescentaram que “a Ucrânia deve contar com garantias de segurança inabaláveis para defender eficazmente sua soberania e integridade territorial”.

“Acolhemos com satisfação a declaração do presidente Trump de que os Estados Unidos estão dispostos a oferecer garantias de segurança", completaram.

A Coalizão dos Voluntários, uma aliança de 31 países que prometeram maior apoio à Ucrânia, "está preparada para desempenhar um papel ativo”, segundo o comunicado, que ressalta que “não devem ser impostas limitações às Forças Armadas da Ucrânia nem à sua cooperação com terceiros países”.

“A Rússia não pode vetar o caminho da Ucrânia para a UE e a Otan”, salientaram.

Os líderes europeus insistiram ainda que “caberá à Ucrânia tomar decisões sobre seu território", já que "as fronteiras internacionais não devem ser modificadas pela força”.

Da mesma forma, se comprometem a “manter a pressão sobre a Rússia” e a continuar “reforçando as sanções e ampliando as medidas econômicas para exercer pressão sobre a economia de guerra da Rússia até que se alcance uma paz justa e duradoura”.

“A Ucrânia pode contar com nossa solidariedade inabalável enquanto trabalhamos por uma paz que salvaguarde os interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa”, conclui o comunicado.

Zelensky, que nos últimos meses havia solicitado em várias ocasiões um encontro em nível de líderes com Putin, também manifestou seu apoio à proposta de Trump neste sábado para uma reunião trilateral que inclua EUA, Ucrânia e Rússia, ao mesmo tempo em que anunciou que viajará a Washington na segunda-feira para tratar com o americano “todos os detalhes” do eventual processo.

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