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Itália teme crise humanitária catastrófica

Segundo o ministro do Interior, Roberto Maroni, o país enfrenta uma "potencial invasão" de 1,5 milhão de pessoas vindas da Líbia

Roberto Maroni, ministro italiano do Interior: "não podemos ser deixados sozinhos" (Vittorio Zunino Celotto/Getty Images)

Roberto Maroni, ministro italiano do Interior: "não podemos ser deixados sozinhos" (Vittorio Zunino Celotto/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de fevereiro de 2011 às 09h34.

Bruxelas - O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, pediu nesta quinta-feira a ajuda dos aliados europeus para que Roma consiga enfrentar o risco de uma crise humanitária "catastrófica" em consequência da violência na Líbia, que pode provocar uma fuga em massa para a Europa.

"Nós não podemos ser deixados sozinhos", declarou Maroni antes de uma reunião dos Ministros do Interior da União Europeia que pretende examinar uma resposta para o potencial êxodo em massa no norte da África.

"Nós estamos enfrentando uma emergência humanitária e eu peço à Europa que adote todas as medidas necessárias para enfrentar uma crise humanitária catastrófica", disse.

Maroni destacou que a Itália enfrenta uma "potencial invasão de 1,5 milhão de pessoas", o que segundo ele deixaria o país "de joelhos".

Na quarta-feira, o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou temer um "êxodo bíblico" de imigrantes procedentes da Líbia, além de considerar impossível imaginar o futuro no caso de queda do regime de Muamar Kadhafi em consequência da revolta popular.

"Isto seria um êxodo bíblico, um problema que nenhum italiano pode nem deve subestimar", advertiu Frattini em entrevista ao jornal Corriere della Sera.

"Sabemos o que nos espera quando o regime líbio cair: uma onda de 200.000 a 300.000 imigrantes. Dez vezes mais que o fenômeno albanês dos anos 90", afirmou, antes de destacar que estas são estimativas 'otimistas'.

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