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Israel diz que matou comandante do Hamas em ataque na Faixa de Gaza

Exército afirma que Raed Saad foi abatido em ataque com drone na Cidade de Gaza que deixou cinco mortos

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyhu, que domina a política israelense desde os anos 1990 (AFP)

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyhu, que domina a política israelense desde os anos 1990 (AFP)

Publicado em 13 de dezembro de 2025 às 14h38.

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Israel afirmou neste sábado (13) ter matado um oficial do alto escalão do braço armado do Hamas em um bombardeio na Faixa de Gaza. Segundo o governo israelense, a ação ocorreu em resposta à detonação de um explosivo que feriu soldados israelenses mais cedo.

Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, informaram que autorizaram a operação que resultou na morte de Raed Saad. De acordo com o Exército de Israel, ele era o chefe da sede de produção de armas das Brigadas al-Qassam, ala militar do Hamas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) e a agência de segurança interna Shin Bet disseram que Saad foi atingido em um ataque com drone na Cidade de Gaza. O bombardeio atingiu o veículo em que ele estava, nas proximidades do cruzamento de Nablus, na estrada de Rashid, que liga o norte ao sul do território palestino.

Segundo dados divulgados por jornalistas locais com base em informações de hospitais de Gaza, ao menos cinco pessoas morreram no ataque. As autoridades palestinas não comentaram oficialmente o episódio até o momento.

O Exército israelense afirmou que Saad era um dos responsáveis pelo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à atual guerra em Gaza. As IDF também informaram que ele estava entre os últimos líderes veteranos do Hamas ainda presentes no território e mantinha ligação direta com Marwan Issa, vice-chefe das Brigadas al-Qassam.

De acordo com os militares israelenses, Saad teve participação na criação da Brigada al-Qassam em Gaza e atuou no desenvolvimento de uma força naval do grupo. Israel também afirma que ele esteve envolvido na elaboração da operação conhecida como “Muros de Jericó”, plano que, segundo as IDF, apresentava semelhanças com o ataque de outubro de 2023.

  • *Com informações da EFE e da AFP
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