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Irã pode enviar forças ao Paquistão para libertar guardas

Cinco guardas de fronteira foram supostamente sequestrados por militantes


	Militares no Paquistão: guardas foram capturados em 6 de fevereiro na província iraniana do Sistão-Baluchistão por extremistas que teriam depois cruzado com eles a fronteira com o Paquistão
 (Faisal Mahmood/Reuters)

Militares no Paquistão: guardas foram capturados em 6 de fevereiro na província iraniana do Sistão-Baluchistão por extremistas que teriam depois cruzado com eles a fronteira com o Paquistão (Faisal Mahmood/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 17 de fevereiro de 2014 às 14h12.

Dubai - O Irã disse nesta segunda-feira que enviaria as suas forças ao Paquistão para libertar cinco guardas de fronteira supostamente sequestrados por militantes, caso Islamabad não tome medidas para liberá-los.

De acordo com relatos da imprensa iraniana, os guardas foram capturados em 6 de fevereiro na província iraniana do Sistão-Baluchistão por extremistas que teriam depois cruzado com eles a fronteira com o Paquistão.

"Se o Paquistão não tomar as medidas necessárias para lutar contra grupos terroristas, nós vamos enviar as nossas forças ao território paquistanês. Nós não vamos esperar", disse o ministro do Interior do Irã, Abdolreza Rahmani-Fazli, segundo a agência de notícias Mehr.

Um grupo insurgente sunita iraniano que se intitula Jaish al-Adl (Exército da Justiça) assumiu a responsabilidade pelo sequestro, de acordo com uma conta do Twitter supostamente do grupo. A autenticidade do perfil não teve como ser imediatamente verificada.

A região onde ocorreu o sequestro é marcada por distúrbios. A população local, de maioria sunita, reclama da discriminação das autoridades xiitas iranianas, uma acusação que o governo nega.

As forças de segurança iranianas também têm combatido traficantes de drogas no local, que faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão.

Um comandante das Forças Armadas iranianas teria dito, segundo a agência de notícias Fars, que o país seria "duro" em relação ao caso.

"O nosso país vizinho deve se explicar pela sua falta de ação", disse o major-general Hossein Hassani Sa'di, de acordo com a Fars.

Sa'di teria afirmado que os guardas ainda estão vivos e que "medidas políticas e militares estão sendo tomadas para libertá-los", sem entrar em detalhes.

O ministro do Interior, Rahmani-Fazli, declarou que uma delegação iraniana visitaria o Paquistão nesta segunda-feira para garantir a libertação dos guardas, segundo a agência oficial ISNA.

Em outubro, 14 guardas de fronteira iranianos foram mortos e três capturados na mesma região, num ataque que a ISNA disse ter sido feito pelo grupo Jaish al-Adl.

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