Mundo

Japão reativa maior usina nuclear do mundo após falha

Central estava inativa desde o desastre de Fukushima, em 2011

Usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa: Japão retoma operações após mais de uma década de paralisação (Kazuhiro NOGI / AFP via Getty Images)

Usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa: Japão retoma operações após mais de uma década de paralisação (Kazuhiro NOGI / AFP via Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 07h02.

O Japão reativou nesta segunda-feira, 9, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior do mundo, após a suspensão de uma tentativa anterior por causa de uma falha técnica, informou a operadora Tokyo Electric Power Company (TEPCO).

Localizada na região de Niigata, a usina retomou as operações às 14h no horário local (2h de Brasília). Em janeiro, um problema em um sistema de alarme levou à interrupção da primeira tentativa de reativação desde o acidente nuclear de Fukushima, em 2011.

A instalação estava totalmente inativa desde aquele ano, quando o governo japonês determinou o desligamento de todas as centrais nucleares do país após o terremoto e o tsunami que provocaram o derretimento de três reatores em Fukushima Daiichi.

Nos últimos anos, o Japão passou a reavaliar sua política energética e voltou a recorrer à energia nuclear como forma de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, avançar na meta de neutralidade de carbono e atender ao aumento da demanda por eletricidade.

Esse crescimento do consumo está associado, entre outros fatores, à expansão de data centers e ao uso intensivo de energia por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Apoio do novo governo

A retomada da usina ocorre em um contexto político favorável ao setor. A primeira-ministra Sanae Takaichi, que obteve uma vitória expressiva nas eleições realizadas no domingo, é defensora da energia nuclear como instrumento para fortalecer a economia japonesa e garantir segurança energética.

A usina de Kashiwazaki-Kariwa possui sete reatores e capacidade instalada suficiente para abastecer milhões de residências, sendo considerada estratégica para o plano energético do país.

*Com informações da AFP

Acompanhe tudo sobre:Energia nuclearJapão

Mais de Mundo

Secretário de Defesa diz que não há limites para poder bélico dos EUA na guerra com Irã

Câmara rejeita resolução de saída dos EUA da guerra com Irã e limites aos poderes de Trump

6º dia de guerra no Irã: Trump quer escolher novo líder iraniano e se opõe a filho de Khamenei

Trump troca secretária que chefia caça a imigrantes nos EUA