Irã e Estados Unidos: tensão militar aumenta no Oriente Médio em meio a impasse sobre acordo nuclear. (AFP PHOTO / HO / IRANIAN ARMY MEDIA OFFICE/AFP)
Repórter
Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 10h13.
As Forças Armadas do Irã estão em estado máximo de alerta e monitoram de perto os movimentos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, afirmou neste sábado, 31, o comandante-chefe do Exército iraniano, general Amir Hatami.
Segundo ele, o país mantém “o dedo no gatilho” diante do que chamou de ações do “inimigo”.
De acordo com a agência de notícias Mehr, Hatami declarou que qualquer erro cometido pelos Estados Unidos colocará em risco não apenas a própria segurança americana, mas também a estabilidade da região e de Israel. O general disse ainda que os deslocamentos militares são acompanhados “com precisão”.
As declarações ocorrem em meio à intensificação das tensões entre Teerã e Washington, após os EUA mobilizarem uma frota liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln para o Oriente Médio. A movimentação acontece diante das ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar o Irã caso o país não avance em negociações sobre seu programa nuclear e mantenha a repressão a protestos internos.
Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou durante visita à Turquia que o país está disposto a negociar uma solução diplomática para a disputa nuclear com os Estados Unidos, desde que as conversas sejam “equitativas e justas”.
Araqchi criticou o que chamou de contradições da política americana e afirmou que uma ação militar não é uma opção viável. Segundo ele, os bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel em junho do ano passado não atingiram seus objetivos.
“Sofreram uma derrota em junho. Se tentarem novamente, acontecerá o mesmo”, disse o chanceler iraniano, ao defender que negociações não podem começar sob ameaças. Ele afirmou que o Irã permanece aberto ao diálogo em condições razoáveis.
Nos últimos dias, a Turquia tem atuado como mediadora entre Teerã e Washington, com o objetivo de evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio e destravar as negociações nucleares, que seguem paralisadas desde o conflito de 12 dias ocorrido em junho.
*Com informações da EFE