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Irã acusa Israel de ser principal risco para a região

Em um discurso na terça-feira ante o Congresso americano, Netanyahu afirmou que o acordo negociado com o Irã pelas grandes potências era "muito ruim"


	Hassan Rohani: "este regime, que é o mais criminoso e (...) terrorista, pretende falar de paz e de riscos futuros, quando a fonte do principal risco na região é ele"
 (Atta Kenare/AFP)

Hassan Rohani: "este regime, que é o mais criminoso e (...) terrorista, pretende falar de paz e de riscos futuros, quando a fonte do principal risco na região é ele" (Atta Kenare/AFP)

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Da Redação

Publicado em 4 de março de 2015 às 12h46.

Teerã - O presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou nesta quarta-feira Israel de ser a "principal fonte de risco na região", depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou de muito ruim o acordo sobre seu programa nuclear que o Irã negocia com as grandes potências.

"Este regime, que é o mais criminoso e (...) terrorista, pretende falar de paz e de riscos futuros, quando a fonte do principal risco na região é ele", declarou Rohani.

O "mundo vê com satisfação os progressos nas negociações entre o Irã e o grupo 5+1 (...) e apenas um regime de agressão e ocupação está descontente e irritado", acrescentou.

Em um discurso na terça-feira ante o Congresso americano, Netanyahu afirmou que o acordo negociado com o Irã pelas grandes potências era "muito ruim".

"Meus amigos: por mais de um ano nos disseram que a falta de um acordo era melhor que um acordo ruim. Este é um acordo ruim. É um acordo muito ruim. Estaremos melhor sem ele", afirmou o líder israelense.

"Este acordo não impedirá que o Irã desenvolva armas nucleares", acrescentou.

Ainda há desafios difíceis de serem superados para alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, afirmou nesta quarta-feira um funcionário americano de alto escalão, após três dias de reuniões entre os chefes da diplomacia dos dois países na Suíça.

O Irã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) deverão fechar um acordo político até 31 de março, e negociar os detalhes técnicos até 1 de julho.

O pacto deve garantir o caráter pacífico e civil do programa nuclear iraniano, em troca do levantamento das sanções internacionais contra Teerã.

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