Mundo

Grupo diz que Cuba tem 60 prisioneiros políticos

A principal comissão de direitos humanos da ilha acusou o governo de ter 60 prisioneiros políticos


	Cuba: governo comunista da ilha tem afirmado que não tem prisioneiros políticos
 (Thinkstock)

Cuba: governo comunista da ilha tem afirmado que não tem prisioneiros políticos (Thinkstock)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de junho de 2015 às 17h36.

Havana - A principal comissão de direitos humanos de Cuba acusou o governo nesta sexta-feira de ter 60 prisioneiros políticos, número que a entidade admite incluir rebeldes armados, sequestradores e espiões, assim como ativistas políticos pacíficos.

O governo comunista da ilha tem afirmado que não tem prisioneiros políticos e que seus opositores se equivocam ao considerar contrarrevolucionários armados e criminosos comuns como casos políticos.

Além dos 60 encarcerados, outros 11 ex-prisioneiros políticos estão soltos sob condicional e impedidos de deixar o país.

O relatório da Comissão Cubana de Direitos Humanos e de Reconciliação Nacional foi o primeiro desde que Cuba libertou 53 pessoas após as negociações então secretas com os Estados Unidos que levaram a uma reaproximação diplomática em dezembro.

Os norte-americanos consideravam estas 53 pessoas prisioneiros políticos, e sua soltura foi crucial para um acordo mais abrangente no qual os dois inimigos de longa data concordaram em reatar as relações diplomáticas e encerrar meio século de animosidade.

Estas e outras libertações ajudaram a reduzir o número de prisioneiros políticos listados pela comissão um ano atrás, quando chegava a 103, e atualmente a Anistia Internacional não reconhece nenhum "prisioneiro de consciência" em Cuba.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDireitos HumanosPrisõesCuba

Mais de Mundo

Netanyahu se reunirá com Trump na 4ª feira em Washington

Nova York pode se aproximar do recorde histórico de frio neste fim de semana

Cuba fecha hotéis e realoca turistas diante de cerco petrolífero dos EUA

Eleições no Japão: Takaichi deve vencer disputa com apoio de jovens e de Trump