Mundo

Greve contra reformas paralisa transporte público em Atenas

Capital grega deve ficar sem os serviços até a manhã de sexta-feira (14/01)

Estação em Atenas: trens para o interior e para o aeroporto internacional ainda funcionam (Milos Bicanski/Getty Images)

Estação em Atenas: trens para o interior e para o aeroporto internacional ainda funcionam (Milos Bicanski/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de janeiro de 2011 às 07h27.

Atenas - O transporte urbano está paralisado em Atenas por uma greve de 24 horas convocada contra as recentes reformas para reduzir o endividamento do setor.

Desta forma, a capital grega ficará sem transporte público até a manhã de sexta-feira, enquanto os empregados do setor anunciaram que retomarão seus protestos nos próximos dias.

O Conselho de Ministros aprovou na quarta-feira uma lei que funde as cinco empresas municipais de transporte em apenas duas para reduzir as perdas, e prevê a recolocação de 1.500 trabalhadores em outros postos dentro das companhias e diversos cortes de salários.

Em alguns casos, o salário anual e os pagamentos adicionais dos motoristas do transporte público alcançam os 86 mil euros anuais e o custo para pagar os salários no setor representa 78% das despesas da empresa, sendo que a média na União Europeia é de 65%, informou o ministro de Transporte grego, Dimitris Repas.

Outra das medidas implementadas será a supressão de itinerários e o aumento médio de 40% no valor das passagens a partir de 1 de fevereiro.

O serviço ferroviário de Atenas em direção ao interior do país e o serviço de trens rumo ao aeroporto internacional da capital grega funcionam com normalidade.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilEuropaPiigsProtestosGréciaCrise gregaGreves

Mais de Mundo

Como os drones mudaram uma cidade russa em 4 anos de guerra

‘Lamento que meu país tenha considerado se opor ao Mercosul’, diz chefe do banco central da França

Sindicato argentino convoca greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Trump critica acordo climático entre Reino Unido e governador da Califórnia e eleva tensão política