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Grécia retoma deportações à Turquia e devolve 124 pessoas

Enquanto isso, diversas ONG criticaram a situação nos campos de detenção como o de Moria, onde há mais de 3 mil pessoas

Refugiados: enquanto isso, diversas ONG criticaram a situação nos campos de detenção como o de Moria, onde há mais de 3 mil pessoas (Ozan Kose / AFP)
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Da Redação

Publicado em 8 de abril de 2016 às 10h33.

Atenas - A Grécia retomou nesta sexta-feira a devolução de imigrantes e refugiados para a Turquia , suspensa desde segunda-feira, e desde o começo da manhã iniciou a deportação de 124 pessoas.

A primeira embarcação saiu ainda na madrugada desde as ilhas de Kos e Samos rumo a Lesbos, com 79 pessoas a bordo em sua maioria paquistaneses, embora também havia indianos, marroquinos, iraquianos e um palestino.

Uma vez que chegaram a Lesbos, os imigrantes e refugiados foram transferidos ao catamarã turco Zazli Zale, que partiu pouco depois do meio-dia rumo ao porto turco de Dikeli.

Durante a manhã, já tinha partido uma primeira embarcação rumo à Turquia, com 45 paquistaneses, que já chegou a Dikeli.

Este grupo tinha sido levado desde o centro de detenção de Moria para o porto.

Da mesma forma que no primeiro transporte, na segunda-feira passada cada um dos imigrantes e refugiados era custodiado por um policial da Frontex. No porto da ilha, um grupo de ativistas protestou contra as deportações.

Três pessoas, dois homens e uma mulher, se jogaram na água e se penduraram na âncora do barco que já estava partindo, com o objetivo de evitar que a embarcação da Frontex pudesse continuar sua viagem.

Os ativistas conseguiram subir em uma lancha da guarda litorânea grega e voltar ao porto.

Na segunda-feira passada, a Grécia devolveu à Turquia os primeiros 202 imigrantes e refugiados, em sua maioria paquistaneses e afegãos, mas também bengalis e dois sírios.

Posteriormente teve que suspender a operação de devolução perante a avalanche de solicitações de asilo.

Enquanto isso, diversas ONG criticaram a situação nos campos de detenção como o de Moria, onde há mais de 3 mil pessoas, em muitos casos sem contar com informação e atendimento legal suficientes.

Por outro lado, o governo não consegue convencer os milhares de refugiados que se encontram nos acampamentos improvisados do porto ateniense do Pireu e da fronteiriça Idomeni que sejam transferidos a centros organizados.

Na quinta-feira, as autoridades do porto do Pireu só conseguiram transferir a outros centros cerca de 70 das 4.660 pessoas que se encontravam no porto.

O objetivo era esvaziar este píer, uma das artérias principais do tráfego marítimo para a ilha, antes do começo do período de férias da Páscoa ortodoxa, que se inicia em duas semanas.

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Atenas - A Grécia retomou nesta sexta-feira a devolução de imigrantes e refugiados para a Turquia , suspensa desde segunda-feira, e desde o começo da manhã iniciou a deportação de 124 pessoas.

A primeira embarcação saiu ainda na madrugada desde as ilhas de Kos e Samos rumo a Lesbos, com 79 pessoas a bordo em sua maioria paquistaneses, embora também havia indianos, marroquinos, iraquianos e um palestino.

Uma vez que chegaram a Lesbos, os imigrantes e refugiados foram transferidos ao catamarã turco Zazli Zale, que partiu pouco depois do meio-dia rumo ao porto turco de Dikeli.

Durante a manhã, já tinha partido uma primeira embarcação rumo à Turquia, com 45 paquistaneses, que já chegou a Dikeli.

Este grupo tinha sido levado desde o centro de detenção de Moria para o porto.

Da mesma forma que no primeiro transporte, na segunda-feira passada cada um dos imigrantes e refugiados era custodiado por um policial da Frontex. No porto da ilha, um grupo de ativistas protestou contra as deportações.

Três pessoas, dois homens e uma mulher, se jogaram na água e se penduraram na âncora do barco que já estava partindo, com o objetivo de evitar que a embarcação da Frontex pudesse continuar sua viagem.

Os ativistas conseguiram subir em uma lancha da guarda litorânea grega e voltar ao porto.

Na segunda-feira passada, a Grécia devolveu à Turquia os primeiros 202 imigrantes e refugiados, em sua maioria paquistaneses e afegãos, mas também bengalis e dois sírios.

Posteriormente teve que suspender a operação de devolução perante a avalanche de solicitações de asilo.

Enquanto isso, diversas ONG criticaram a situação nos campos de detenção como o de Moria, onde há mais de 3 mil pessoas, em muitos casos sem contar com informação e atendimento legal suficientes.

Por outro lado, o governo não consegue convencer os milhares de refugiados que se encontram nos acampamentos improvisados do porto ateniense do Pireu e da fronteiriça Idomeni que sejam transferidos a centros organizados.

Na quinta-feira, as autoridades do porto do Pireu só conseguiram transferir a outros centros cerca de 70 das 4.660 pessoas que se encontravam no porto.

O objetivo era esvaziar este píer, uma das artérias principais do tráfego marítimo para a ilha, antes do começo do período de férias da Páscoa ortodoxa, que se inicia em duas semanas.

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