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Governo da Venezuela atribui tiros em Caracas a 'drones não autorizados'

Autoridades dizem que não houve confronto; CNN atribui caso a confusão entre forças de segurança perto do Palácio de Miraflores

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 05h43.

Os tiros ouvidos nas imediações do Palácio de Miraflores, sede do Executivo da Venezuela na noite de segunda-feira, 5, foram uma resposta após "drones sem permissão" sobrevoarem Caracas.

Segundo o Ministério da Comunicação do país, não houve confronto. A CNN afirmou que o episódio pode ter sido resultado de um “mal-entendido”, após ouvir conversas entre grupos paramilitares ligados a Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, capturado pelos Estados Unidos durante a madrugada do último sábado, 3.

Os disparos, de acordo com o site, estariam relacionados a uma "confusão" entre diferentes grupos de segurança que operavam nas proximidades do palácio presidencial.

A comunicação da Venezuela afirmou que "todo o país está completamente calmo", mas não confirmou quem estaria operando os drones no momento dos tiros. Um funcionário da Casa Branca disse à CNN que os EUA não estão envolvidos no caso.

Disparos e drones em Caracas

Nas redes sociais, diversos vídeos registram disparos de armas. De acordo com a agência EFE, testemunhas afirmaram ser possível escutar as rajadas, além de muitos motociclistas.

Já a agência AFP informa que, apesar dos disparos, a situação estaria sob controle, segundo testemunhas e uma fonte próxima ao governo ouvida pela AFP.

Ainda segundo uma fonte da AFP, drones não identificados sobrevoaram o palácio, no centro de Caracas, e ouviram-se tiros de resposta das forças de segurança após as 20h locais (21h em Brasília).

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Nova presidente

O incidente ocorre horas depois de a chavista Delcy Rodríguez ter assumido como presidente interina do país.

Rodríguez, empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Jorge Rodríguez, abriu nesta segunda-feira um novo capítulo político para o chavismo em seus quase 26 anos de história.

A funcionária se tornou, por ordem do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), a primeira mulher na história da Venezuela a liderar o Executivo.

Rodríguez afirmou, durante a cerimônia de posse, que nestas “horas terríveis de ameaças contra a estabilidade” não descansará “nem um minuto para garantir a paz”.

No último sábado, 3, o presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em três estados vizinhos.

Ambos compareceram a um tribunal federal de Nova York hoje e se declararam inocentes de todas as acusações do governo dos Estados Unidos.

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