Gingrich vence prévias na Carolina do Sul

Gingrich conquistou 41% dos votos no estado, contra 27% conquistados por Mitt Romney

Columbia - O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos Newt Gingrich, ex-líder no Congresso, obteve ontem uma grande vitória sobre o também pré-candidato e ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney. Gingrich venceu as prévias do partido no Estado da Carolina do Sul, sustentando-se como uma alternativa a Romney na disputa para desafiar o presidente Barack Obama nas eleições deste ano. Aparentemente, Romney fracassou em convencer muitos Republicanos de que é um autêntico conservador.

Com 95% das urnas apuradas, Gingrich recebeu 41% dos votos e Romney, 27%. O ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum obteve 17% e o congressista Ron Paul, 13%. Quase 600 mil pessoas compareceram, de acordo com estimativa da Associated Press.

Uma eventual vitória do ex-governador de Massachusetts na Carolina do Sul tornaria sua candidatura quase que inevitável. Mas a derrota de Romney despertou a expectativa de que a disputa interna no partido pode durar meses. Romney se beneficiou em outras prévias, pois o voto conservador se dividiu entre Gingrich, Santorum e Perry.

Com a saída de Perry, governador do Texas, na quinta-feira, e com Santorum apenas em terceiro lugar, Gingrich vai buscar o voto conservador para a próxima prévia. A disputa primária será em 31 de janeiro, no Estado da Flórida. Se a disputa se consolidar entre Gingrich e Romney, será um confronto entre o fogo e o gelo: enquanto Gingrich é espontâneo e tem um estilo próprio, Romney é metódico e mais moderado.

Entretanto, a campanha de Gingrich ainda enfrenta muitos obstáculos. Embora o eleitorado conservador da Carolina do Sul seja adequado a seu estilo, já que ele é do Estado vizinho, a Georgia, outros Estados podem ser mais difíceis de se conquistar. Além disso, Gingrich não tem tanto dinheiro e organização quanto Romney. E sobre ele há mais especulações, com em relação a casos extraconjugais admitidos, dois divórcios, uma repreensão ética quando era porta-voz na Câmara dos Representantes, e questões sobre seus negócios depois de sair do Congresso. As informações são da Associated Press.

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