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França manda prender mulher por roubo de ouro do Museu de História Natural de Paris

Peças avaliadas em € 1,5 milhão foram furtadas em setembro; mulher foi detida na Espanha e extraditada para a França

AFP
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Agência de notícias

Publicado em 21 de outubro de 2025 às 08h44.

A Justiça francesa ordenou a prisão preventiva de uma chinesa de 24 anos pelo roubo de pepitas de ouro procedentes da Bolívia, Rússia, Estados Unidos e Austrália no Museu de História Natural de Paris, informou nesta terça-feira, 21, o Ministério Público.

O furto ocorreu em 16 de setembro, semanas antes do espetacular roubo de joias no Museu do Louvre, também na capital francesa, que reacendeu as críticas sobre a segurança das instituições culturais do país.

As autoridades espanholas anunciaram a detenção da mulher em 30 de setembro, com base em um mandado de prisão europeu, e a entregaram à França em 13 de outubro, informou a procuradora de Paris, Laure Beccuau, em comunicado.

No mesmo dia, ela foi acusada de roubo em grupo organizado e associação criminosa. A Justiça ordenou sua prisão preventiva após o depoimento.

O crime foi descoberto por uma funcionária da limpeza, que percebeu escombros na área onde as peças estavam expostas.

Entre os objetos roubados estão “pepitas originárias da Bolívia, legadas à Academia de Ciências no século XVIII; dos Urais, oferecidas pelo czar Nicolau I da Rússia em 1833; e da Califórnia, descobertas durante a corrida do ouro na segunda metade do século XIX”.

Também foi levada uma pepita de mais de 5 kg, originária da Austrália e descoberta em 1990.

O prejuízo é avaliado em € 1,5 milhão (quase R$ 10 milhões), mas o valor histórico e científico das peças é considerado “inestimável”, segundo o Ministério Público.

Roubo meticuloso

Os investigadores constataram que duas portas foram cortadas com uma motosserra e que um maçarico foi usado para quebrar a vitrine que continha as pepitas. No local foram encontrados o maçarico, três botijões de gás, uma serra, uma chave de fenda e outras ferramentas.

As imagens das câmeras de segurança mostraram que apenas uma pessoa entrou à força no museu pouco depois da uma hora da manhã e saiu quase quatro horas depois, informou Beccuau.

As investigações telefônicas revelaram que a suspeita deixou a França no mesmo dia do roubo e se preparava para retornar à China.

No momento da prisão, ela tentou se desfazer de pedaços de ouro fundido, com peso aproximado de um quilo.

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