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Fracassa tentativa de acordo para solucionar crise na Eslováquia

O presidente eslovaco propôs eleições ou uma remodelação do Executivo

Assassinato de jornalista: Jan Kuciak, que investigava atividades da máfia italiana na Eslováquia e seus supostos contatos com dois colaboradores próximos de Fico, foi encontrado morto a tiros em sua casa junto com sua namorada (Radovan Stoklasa)

Assassinato de jornalista: Jan Kuciak, que investigava atividades da máfia italiana na Eslováquia e seus supostos contatos com dois colaboradores próximos de Fico, foi encontrado morto a tiros em sua casa junto com sua namorada (Radovan Stoklasa)

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EFE

Publicado em 9 de março de 2018 às 16h10.

Última atualização em 17 de abril de 2019 às 11h46.

Praga - Os líderes da Eslováquia fracassaram nesta sexta-feira na tentativa de pactuar uma saída para a crise causada pelo assassinato de um jornalista que investigava supostos vínculos da máfia com pessoas próximas ao governo e, por isso, o presidente propôs eleições ou uma remodelação do Executivo.

"Os cidadãos esperam uma solução real da crise política e que se assuma claramente a responsabilidade política pela situação de desconfiança e da justiça no país", declarou hoje o chefe de Estado, Andrej Kiska.

"Vejo duas possibilidades: uma reconstrução substancial do governo, que polarizou o país, ou eleições antecipadas", afirmou Kiska após um encontro com o primeiro-ministro, Robert Fico, e com o presidente do parlamento, Andrej Danko, cujo objetivo era chegar a uma solução e que terminou sem que uma postura conjunta fosse alcançada.

Jan Kuciak, um jornalista que investigava atividades da máfia italiana na Eslováquia e seus supostos contatos com dois colaboradores próximos de Fico, foi encontrado morto a tiros em sua casa junto com sua namorada na semana passada.

A morte do jornalista provocou uma onda de indignação e protestos, como a manifestação convocada para hoje na capital Bratislava sob o lema "Vamos nos levantar por uma Eslováquia decente" e na qual são esperadas até 30 mil pessoas.

Além da pressão social, o principal partido do governo, o social-democrata SMER de Fico, recebeu o ultimato de um dos seus sócios da coalizão tripartite de governo para que destitua o ministro do Interior.

Até agora, Fico se negou a realizar mudanças no Executivo e acusou o presidente de tentar desestabilizar o governo e de participar de um complô internacional contra o país.

O chefe de Estado acusou ontem o governo de ter ignorado durante anos as advertências do serviço de inteligência sobre a presença da máfia italiana em território eslovaco.

Kiska convocou para a segunda-feira os partidos da coalizão governamental e prometeu uma solução para a crise.

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