Mundo

Fortuna do EI cresce para US$ 2,2 bilhões, aponta estudo

O número, divulgado pela revista econômica "Challenge", elevou em US$ 200 milhões a receita dos terroristas estimada pelo centro de estudos há um ano


	Estado Islâmico: o número, divulgado pela revista econômica "Challenge", elevou em US$ 200 milhões a receita dos terroristas estimada pelo centro de estudos há um ano
 (REUTERS/Social Media Website)

Estado Islâmico: o número, divulgado pela revista econômica "Challenge", elevou em US$ 200 milhões a receita dos terroristas estimada pelo centro de estudos há um ano (REUTERS/Social Media Website)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2015 às 13h55.

Paris - A fortuna do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) aumentou para US$ 2,2 bilhões, um crescimento obtido principalmente por meio de impostos e das exportações petrolíferas, conforme o Centro de Análise do Terrorismo da França.

O número, divulgado neste sábado pela revista econômica "Challenge", elevou em US$ 200 milhões a receita dos terroristas estimada pelo centro de estudos há um ano.

O crescimento da fortuna do EI se deve, em parte, pelo aumento da capacidade para arrecadar impostos, passando de US$ 600 milhões há um ano para US$ 1 bilhão atualmente.

"O EI tem cada vez mais acesso a cobrança de impostos por força e extorsões de recursos. Na província de Ninawa (Iraque), onde está Mossul, os jihadistas ficam com 50% dos salários de 60 mil funcionários da região, o que representa cerca de US$ 500 milhões anuais", indica o estudo.

Por outro lado, os bombardeios contra refinarias e poços de petróleo minguaram as receitas da organização terrorista, que fatura atualmente US$ 600 milhões com a venda do produto, uma quantia US$ 400 milhões menor do que o obtido há um ano.

O EI controla 80% da produção petrolífera da Síria e menos de 10% dos barris produzidos no Iraque, contrabandeando o produto através de contrabandistas curdos e jordanianos na Turquia.

Os jihadistas dispõem, além disso, de novas fontes de receita, como o comércio de algodão na Turquia - entre 5% e 10% das importações do material vêm de zonas quase totalmente controladas pelo EI. Essas vendas resultaram em cerca de US$ 20 milhões para os cofres jihadistas, detalhou a "Challenges".

Os terroristas, que controlam 130 entidades bancárias, completam a renda da organização através do gás, cimento, cereal, doações, tráfico de drogas, sequestros, tráfico de mulheres e de órgãos humanos, indica a revista. 

Acompanhe tudo sobre:TerrorismoPaíses ricosEuropaFrançaEstado Islâmico

Mais de Mundo

Como os drones mudaram uma cidade russa em 4 anos de guerra

‘Lamento que meu país tenha considerado se opor ao Mercosul’, diz chefe do banco central da França

Sindicato argentino convoca greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Trump critica acordo climático entre Reino Unido e governador da Califórnia e eleva tensão política