Local destruído em Raqqa: mais de 170.000 pessoas foram mortas na guerra civil de três anos na Síria (Stringer/Reuters)
Da Redação
Publicado em 18 de agosto de 2014 às 12h48.
Beirute - Forças do governo sírio atingiram posições do Estado Islâmico dentro e nos arredores da cidade síria de Raqqa, disseram moradores nesta segunda-feira, como parte de uma campanha contra militantes radicais que controlam um terço da Síria.
Raqqa é um reduto do grupo Estado Islâmico, antes conhecido como Estado Islâmico no Iraque e no Levante, que invadiu recentemente um dos últimos postos do Exército sírio na cidade, ampliando seus ganhos tanto na Síria como no Iraque.
Moradores disseram que houve 16 ataques aéreos nesta segunda-feira em Raqqa e em locais próximos, incluindo perto da base militar de al-Tabqa, a oeste da cidade, um aeroporto controlado pelo governo que está cercado pelos militantes.
Um ataque destruiu uma instalação de fornecimento de água da cidade, de acordo com moradores, cortando o serviço.
Mais de 170.000 pessoas foram mortas na guerra civil de três anos na Síria.
O Estado Islâmico ganhou terreno nas últimas semanas com o apoio de equipamentos tomados em uma ofensiva rápida sobre o vizinho Iraque.
Em resposta, o Exército sírio se tornou mais agressivo, usando ataques aéreos para atingir posições dos militantes.
"Os bombardeios aumentam e depois diminuem, mas quando eles não estão bombardeando o aeroporto al-Tabqa eles estão bombardeando as cidades do entorno ou bombardeando Raqqa. O barulho de aeronaves é constante", disse um morador de Raqqa, pedindo anonimato para proteger sua identidade.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que acompanha a violência em ambos os lados do conflito que começou em março de 2011, disse que as forças do governo e os combatentes do Estado Islâmico travaram batalhas em dois locais da província de Raqqa nesta segunda-feira, al-Ajeel e al-Khazaneh, perto do aeroporto de Tabqa.
O conflito na Síria começou quando o presidente Bashar al-Assad reprimiu protestos pró-democracia.
A guerra civil coloca de lados opostos rebeldes de maioria sunita contra Assad, membro da minoria alauíta, que deriva dos xiitas, e que tem o apoio de milícias xiitas do Iraque e do Líbano.