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FMI afirma que leva a sério ameaça de guerra cambial

Diretor do fundo quer regras globais sobre o assunto e prometeu apresentar proposta

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, citou as medidas tomadas por Brasil e Japão para ressaltar a necessidade de um entendimento mundial sobre o câmbio (AFP/Karen Bleier)

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, citou as medidas tomadas por Brasil e Japão para ressaltar a necessidade de um entendimento mundial sobre o câmbio (AFP/Karen Bleier)

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Da Redação

Publicado em 7 de outubro de 2010 às 08h53.

Paris - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que leva a sério a ameaça de uma guerra cambial e prometeu apresentar propostas para evitar a mesma, em uma entrevista ao jornal francês Le Monde.

"Levo muito a sério a ameaça de uma guerra de divisas, inclusive dissimulada", declarou antes do início, nesta quinta-feira em Washington, da reunião anual do FMI.

"É preciso evitar, o FMI apresentará propostas neste sentido", completou Strauss-Kahn.

Segundo o diretor geral, a recuperação da economia mundial pode fazer ressurgir "a tentação de soluções nacionais", sobretudo no que diz respeito ao câmbio.

"Já vimos a intervenção japonesa para fazer o iene baixar, as alertas brasileiros com a valorização do real", destacou.

O perigo de uma guerra cambial foi muito citado nos últimos dias. Os países mais ricos do mundo acusam vários emergentes, principalmente a China, de não permitir a valorização de suas moedas para favorecer as exportações.

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