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Número de execuções no Irã é perturbador, diz ONU

Em relatório anual, a entidade também apontou preocupações com violações de direitos humanos contra mulheres, minorias religiosas, jornalistas e ativistas


	O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: acredita-se que o Irã executou pelo menos 500 pessoas entre janeiro e novembro de 2014
 (Joe Klamar/AFP)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: acredita-se que o Irã executou pelo menos 500 pessoas entre janeiro e novembro de 2014 (Joe Klamar/AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de março de 2015 às 12h26.

Genebra - O Irã realizou uma quantidade “profundamente perturbadora” de execuções no ano passado e não manteve a promessa de proteger minorias étnicas e religiosas, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira em seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no país.

O documento do escritório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Conselho de Direitos Humanos da organização catalogou as preocupações da ONU com as violações de direitos humanos no Irã contra mulheres, minorias religiosas, jornalistas e ativistas.

O relatório foi publicado no mesmo mês em que o Irã e grandes potências esperam selar um acordo preliminar sobre o programa nuclear iraniano, que Teerã diz que poria fim às sanções que sofre atualmente.

Na segunda-feira, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, reclamou ao conselho sobre “dois pesos e duas medidas” e “uma compulsão quase incontrolável” para politizar temas.

Acredita-se que o Irã executou pelo menos 500 pessoas entre janeiro e novembro de 2014, e possivelmente muitas mais, afirma o relatório.

A maioria das vítimas não teve um julgamento justo, e mais de 80 por cento dos executados estavam envolvidos com drogas, afirma o documento.

“O secretário-geral continua profundamente preocupado com o ainda grande número de execuções, incluindo de prisioneiros políticos e de jovens”, declarou, repetindo um pedido da ONU de moratória à pena de morte e de proibição de execução de jovens.

O relatório diz que o Irã não manteve a promessa de seu presidente, Hassan Rouhani, de “ampliar a proteção a todos os grupos religiosos e fazer emendas na legislação que discrimina minorias”.

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