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EUA sondarão Irã e Rússia sobre chance de substituir Assad

Os EUA declararam terem esperança de que uma nova rodada de conversas sobre a Síria irá esclarecer se Teerã e Moscou podem aceitar uma nova liderança no país


	O presidente sírio Bashar al-Assad: EUA e seus aliados ocidentais e do Golfo Pérsico discordam da postura da Rússia e de seus apoiadores regionais, incluindo o Irã
 (AFP)

O presidente sírio Bashar al-Assad: EUA e seus aliados ocidentais e do Golfo Pérsico discordam da postura da Rússia e de seus apoiadores regionais, incluindo o Irã (AFP)

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Da Redação

Publicado em 29 de outubro de 2015 às 16h29.

Viena - Os Estados Unidos declararam nesta quinta-feira terem esperança de que uma nova rodada de conversas internacionais sobre a guerra civil da Síria irá esclarecer se Teerã e Moscou podem aceitar uma nova liderança em Damasco futuramente, disse uma autoridade norte-americana de alto escalão.

Mais de uma dezena de potências estão a caminho de Viena para empreenderem mais um esforço na quinta e na sexta-feira para encerrar o conflito sírio de mais de quatro anos, no qual os EUA e seus aliados ocidentais e do Golfo Pérsico discordam da postura da Rússia e de seus apoiadores regionais, incluindo o Irã.

Os comentários do conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, Tom Shannon, que segundo rumores deve se tornar o terceiro diplomata mais importante de seu país, foram os mais específicos até o momento a respeito dos objetivos norte-americanos nas reuniões. Mas as esperanças de sucesso nas conversas, que irão colocar os rivais regionais Irã e Arábia Saudita face a face, são baixas, afirmaram autoridades ocidentais.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, deve se encontrar ainda nesta quinta-feira com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, que participa das conversas de alto nível sobre a Síria pela primeira vez, segundo funcionários norte-americanos.

Ao chegar a Viena, Zarif declarou aos repórteres que só irá discutir o acordo nuclear fechado em julho com Kerry, mas acrescentou que não há solução possível para a crise síria sem o Irã.

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