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EUA podem fazer 2ª onda de ataque na Venezuela 'ainda maior', diz Trump

Estados Unidos atacaram a Venezuela neste sábado e capturaram o presidente Nicolás Maduro

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Alex Wong/Getty Images)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Alex Wong/Getty Images)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 13h58.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país poderá fazer um segundo ataque à Venezuela se considerar necessário.

"Estamos prontos para realizar um segundo ataque, muito maior, se precisarmos. Nós assumimos que uma segunda onda seria necessária, mas agora, provavelmente não. O primeiro ataque teve tanto sucesso que provavelmente não teremos um segundo, mas estamos preparados", disse, em discurso neste sábado, 3.

Trump disse, ainda, que os americanos vão permanecer na Venezuela até que haja uma transição de poder.

"Vamos tocar o país [run the country, em inglês] até o momento em que possamos fazer uma transição segura, apropriada e justa", disse Trump, em discurso. "Vamos ficar até que uma transição apropriada seja feita".

"Queremos paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", disse.

O discurso será seguido de uma entrevista coletiva. Trump ainda precisa detalhar como funcionará a ação dos americanos na Venezuela, onde autoridades do governo Maduro seguem presentes.

Mais cedo, em entrevista à Fox News, Trump contou alguns detalhes da operação que capturou Maduro.

"Ele estava em uma casa que era mais uma fortaleza do que uma casa. Sua casa tinha portas de aço e um espaço seguro, com aço sólido nas paredes. Ele tentou entrar lá, mas o ataque foi tão rápido que ele não conseguiu", disse Trump, em entrevista por telefone à TV Fox News.

"Preparamos lança-chamas massivos para passar pelo aço, mas não precisamos deles", disse o presidente.

Trump afirmou que não há registros de americanos mortos no ataque. "Não perdemos nenhum avião. Um helicóptero foi muito atingido, mas o trouxemos de volta", afirmou.

"Tivemos de fazer isso porque é uma guerra na qual estamos perdendo 300.000 pessoas por ano. Não perdemos tanto assim em uma guerra", disse Trump, em referência ao tráfico de drogas.

O líder americano dará uma entrevista coletiva às 13h (hora de Brasília) para falar sobre o ataque e os próximos passos.

Ataque à Venezuela

Na madrugada deste sábado, 3, os Estados Unidos fizeram um ataque à Venezuela e capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país

Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.

Durante a madrugada, helicópteros e explosões foram vistos na capital Caracas e em outras partes do país, em meio a relatos de bombardeios contra instalações estratégicas venezuelanas.

Ao todo, a TV estatal venezuelana afirma ataques a quatro regiões: Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.

A vice-presidente Delcy Rodriguez segue no país. Não está claro quais serão os próximos passos e quem assumirá o comando da Venezuela após a saída de Maduro.

Os EUA acusam Maduro de chefiar um cartel de tráfico de drogas e de fraudar eleições para se manter no poder. Ele comandava a Venezuela desde 2013 e assumiu após a morte de Hugo Chávez, de quem era vice-presidente.

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