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EUA lança ataques contra Estado Islâmico na Síria

A ação foi uma resposta à morte de dois soldados e um intérprete norte-americanos, uma semana antes, em 13 de dezembro, na cidade de Palmira, durante um ataque jihadista

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 18h39.

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram neste sábado, 10, uma segunda rodada de bombardeios na Síria contra alvos do Estado Islâmico (ISIS), em retaliação à morte de três norte-americanos em dezembro, informou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Segundo o Centcom, os ataques, descritos como de “grande escala” e com apoio de “forças aliadas”, ocorreram às 12h30 (horário da Costa Leste dos EUA) — 17h30 GMT — e atingiram “múltiplos alvos” do grupo. O órgão não informou o número de vítimas nem as áreas específicas atingidas.

“Os ataques de hoje tiveram como alvo o ISIS em toda a Síria como parte do nosso compromisso contínuo de erradicar o terrorismo islâmico contra nossos combatentes, prevenir ataques futuros e proteger as forças americanas e aliadas na região”, afirmou o comando em comunicado.

O Centcom explicou que a nova ofensiva faz parte da Operação Ojo de Halcón (“Operação Olho de Falcão”), ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 19 de dezembro, quando houve um primeiro ataque contra dezenas de alvos, incluindo infraestrutura e depósitos de armas do grupo na Síria.

A ação foi uma resposta à morte de dois soldados e um intérprete norte-americanos, uma semana antes, em 13 de dezembro, na cidade de Palmira, durante um ataque jihadista.

“Nossa mensagem continua firme: se você ferir nossos combatentes, vamos encontrá-lo e matá-lo em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto tente escapar da justiça”, afirmou o Centcom.

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, há um ano, os Estados Unidos realizaram operações militares em seis países — Iêmen, Somália, Irã, Nigéria, Síria e Venezuela —, em sua maioria ataques seletivos com aviões ou drones contra alvos considerados estratégicos por Washington.

O combate ao terrorismo jihadista e ao narcotráfico tem sido o principal argumento do governo Trump para justificar esse tipo de ação.

“Os Estados Unidos e as forças da coalizão permanecem determinados a perseguir os terroristas que ameaçam os EUA”, acrescentou o Centcom, sem identificar quais países apoiaram as tropas americanas.

*Com informações da EFE

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