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EUA acusam Síria de violar acordo sobre armas químicas

Damasco prometeu entregar todo seu arsenal químico e toneladas desses agentes foram destruídas por supervisores internacionais

O secretário de Estado americano, John Kerry, participa de uma audiência no Congresso (Mandel Ngan/AFP)

O secretário de Estado americano, John Kerry, participa de uma audiência no Congresso (Mandel Ngan/AFP)

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Da Redação

Publicado em 18 de setembro de 2014 às 15h30.

Washington - O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou nesta quinta-feira o presidente sírio, Bashar al-Assad, de violar os termos do acordo global sobre armas químicas ao usar gás de cloro este ano.

Apesar de ter se comprometido a permitir que todo o arsenal químico sírio fosse destruído, "há evidências de que Assad usou gás de cloro", o que é proibido com fins bélicos, afirmou Kerry aos legisladores americanos, acrescentando que, em função disso, foi violada a convenção sobre armas químicas.

"Os Estados Unidos também têm algumas perguntas sobre uma série de fatos que estão sendo investigados", acrescentou.

Washington está estudando a forma de questionar Assad, depois que o órgão mundial de supervisão de armas químicas confirmou, no início do mês, o uso sistemático de agentes químicos, incluindo o gás de cloro, no conflito sírio que começou em março de 2011.

Damasco prometeu entregar todo seu arsenal químico e toneladas desses agentes foram destruídas por supervisores internacionais.

Mas a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) achou uma confirmação convincente de que produtos químicos tóxicos forma usados "sistemática e repetidamente como armas em povoados no norte da Síria, no início deste ano".

Segundo o pacto de desarmamento aprovado no ano passado, a Síria não tem obrigação de declarar suas reservas de gás de cloro, um agente tóxico mais fraco que pode ser usado como arma se houver intenção ofensiva.

Todas as reservas sírias declaradas como químicos perigosos foram destruídas ou exportadas para sua destruição como parte deste acordo, acertado para evitar ataques americanos contra o regime sírio, depois que, em 2013, reportou-se o uso de produtos químicos mortais por parte do governo sírio.

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