O objetivo oficial da estratégia é coibir a comercialização de petróleo venezuelano fora dos canais autorizados por Washington (Departamento de Guerra dos EUA/X/Reprodução)
Repórter de ESG
Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 13h44.
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos comunicou, neste domingo, que suas forças interditaram no Oceano Índico mais um navio-tanque acusado de descumprir o embargo às atividades petrolíferas no Caribe envolvendo Venezuela e Cuba, além de ter tentado fugir do controle norte-americano.
Segundo mensagem publicada na rede social X, acompanhada de um vídeo da ação, "as forças americanas realizaram uma visita de direito de inspeção, interdição marítima e abordagem do Veronica III sem incidentes na área de responsabilidade do Indopacom (Comando Indo-Pacífico)".
De acordo com o comunicado militar, "o navio tentou desafiar a quarentena ordenada pelo presidente (americano Donald) Trump, na esperança de escapar".
A nota ainda destaca que as tropas acompanharam a rota do navio desde o Caribe até o Índico, reduzindo a distância e neutralizando a ação. "Nenhuma outra nação tem o alcance, a resistência ou a vontade para fazer algo assim. As águas internacionais não são um santuário. Por terra, mar ou ar, nós o encontraremos e faremos justiça", disse a publicação.
De acordo com o jornal The New York Times, o Veronica III, registrado como navio de bandeira panamenha conforme o portal de monitoramento Marine Traffic, integra um grupo de cerca de 16 petroleiros alvos de sanções que tentaram driblar o bloqueio dos EUA. Entre eles está o Aquila II, abordado por Washington no último dia 9 de fevereiro, também no Oceano Índico.
De acordo com reportagem do mesmo jornal publicada em janeiro, na tentativa de evitar a ação norte-americana, o Veronica III teria adotado o nome falso de "DS Vector" e manipulado suas coordenadas para simular que estava na costa da Nigéria.
Desde dezembro de 2025, os Estados Unidos mantêm uma "quarentena" marítima contra petroleiros sujeitos a sanções que acessam ou deixam a Venezuela, no âmbito da chamada Operação Lança do Sul. Até o momento, ao menos oito embarcações já foram interceptadas ou apreendidas. As medidas também afetam carregamentos de petróleo com destino a Cuba.
Além disso, Trump determinou a imposição de tarifas a nações que exportem petróleo para Cuba, ampliando a pressão econômica sobre a ilha.
O objetivo oficial da estratégia é coibir a comercialização de petróleo venezuelano fora dos canais autorizados por Washington e reduzir o financiamento a redes consideradas próximas à Rússia, Irã ou Cuba.
*Com informações da EFE