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Em 4 dias de combates em Deraa, pelo menos 70 pessoas morreram

No domingo passado, extremistas atacaram posições do Exército sírio na cidade de Deraa e conseguiram avançar no bairro de Manshiet

Conflito: entre os civis estão seis crianças vítimas dos enfrentamentos (Reuters/Reuters)

Conflito: entre os civis estão seis crianças vítimas dos enfrentamentos (Reuters/Reuters)

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EFE

Publicado em 15 de fevereiro de 2017 às 13h42.

Cairo - Os combates entre o Exército sírio e as facções extremistas na cidade de Deraa, no sul da Síria, que começaram no domingo passado, causaram pelo menos 70 mortes até o momento, incluindo 14 civis, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos nesta quarta-feira.

Entre os civis estão seis crianças vítimas dos enfrentamentos, que também registraram bombardeios do regime sírio e de outros de aviões não identificados em dois bairros.

A ONG detalhou que pelo menos 40 combatentes das facções armadas, incluindo a Libertação do Levante - uma aliança formada em torno da ex-filial síria da Al Qaeda -, morreram nestes confrontos, que ainda acontecem.

Pelo menos 21 membros do Exército e das milícias leais ao presidente Bashar al Assad também morreram nestas ações.

A ONG destacou que há dezenas de feridos na cidade e que o número de mortos pode aumentar por conta da gravidade dos ferimentos.

No domingo passado, facções armadas extremistas atacaram posições do Exército na cidade de Deraa e conseguiram avançar no bairro de Manshiet.

Um dia antes, as facções lançaram uma ofensiva batizada como "A morte não é a humilhação", na mesma cidade.

Atualmente, está em vigor na Síria uma trégua, apoiada pela Rússia - aliada do governo de Damasco - e pela Turquia - do lado da oposição -, da qual estão excluídos a Frente da Conquista do Levante, o Estado Islâmico (EI) e outros grupos terroristas.

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