Mundo
Acompanhe:

Egito se prepara para protestos enquanto Mursi não recua

O Egito enfrenta confrontos nas ruas depois que Mohamed Mursi não conseguiu satisfazer as demandas dos opositores que querem tirá-lo do cargo, em discurso à nação


	Na sexta-feira, a Irmandade Muçulmana, de Mursi, e seus aliados vão se reunir no Cairo, assim como alguns grupos de oposição
 (AFP/ Fayez Nureldine)

Na sexta-feira, a Irmandade Muçulmana, de Mursi, e seus aliados vão se reunir no Cairo, assim como alguns grupos de oposição (AFP/ Fayez Nureldine)

D
Da Redação

27 de junho de 2013, 18h18

Cairo - O Egito enfrenta confrontos nas ruas depois que o presidente do país, Mohamed Mursi, não conseguiu satisfazer as demandas dos opositores que querem tirá-lo do cargo, em discurso à nação na noite de quinta-feira.

Dias de brigas entre seus partidários islâmicos e os rivais já deixaram vários mortos e dezenas de feridos, e os lados agora planejam manifestações em massa, aumentando o risco de choques maiores que, segundo o Exército, poderão levá-lo a assumir o comando novamente.

Na sexta-feira, a Irmandade Muçulmana, de Mursi, e seus aliados vão se reunir no Cairo, assim como alguns grupos de oposição. No domingo, a oposição espera que milhões atendam a seu chamado, quando completará um ano da posse de Mursi como o primeiro líder eleito livremente no Egito.

"Estou mais determinado do que nunca a sair à rua em 30 de junho para exigir a remoção de um presidente absolutamente irresponsável", disse o porta-voz de uma coalizão de partidos liberais, Khaled Dawoud, após o longo discurso de Mursi na véspera.

É difícil calcular quantas pessoas poderão aderir aos movimentos, mas grande parte da população, mesmo aquelas pessoas simpáticas às ideias islâmicas, está profundamente frustrada com a crise econômica e muitos culpam o governo.

O Exército, que ajudou os manifestantes a derrubar Hosni Mubarak em 2011 e está em alerta em todo o país protegendo locais importantes, diz que vai agir se os políticos não chegarem a um consenso.