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Egito e Rússia rejeitam alegações de bomba no avião

O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin insistiu que investigadores especialistas em aviação estavam trabalhando em todas as teorias possíveis


	Destroços do avião russo que caiu no Egito: "Não podemos descartar uma única teoria, mas neste momento não existem razões para expressar apenas uma teoria tão confiável. Apenas os investigadores podem fazer isso"
 (Mohamed Abd El Ghany / Reuters)

Destroços do avião russo que caiu no Egito: "Não podemos descartar uma única teoria, mas neste momento não existem razões para expressar apenas uma teoria tão confiável. Apenas os investigadores podem fazer isso" (Mohamed Abd El Ghany / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 5 de novembro de 2015 às 11h35.

Cairo - A Rússia e o Egito rejeitaram nesta quinta-feira as alegações do Reino Unido e dos EUA de que uma bomba poderia ter derrubado o avião da companhia aérea russa Metrojet na Península do Sinai no sábado, dizendo que a acusação era prematura.

O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, insistiu que investigadores especialistas em aviação estavam trabalhando em todas as teorias possíveis a respeito da queda do avião, que matou todas as 224 pessoas que estavam a bordo.

"Não podemos descartar uma única teoria, mas neste momento não existem razões para expressar apenas uma teoria tão confiável. Apenas os investigadores podem fazer isso", disse Peskov.

Ontem, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond, disse que há uma possibilidade significativa do acidente ter sido causado por uma bomba e que por causa disso a Grã-Bretanha suspendeu todos os voss para a Península do Sinai e os que voltariam de lá.

As autoridades egípcias condenaram tal proibição caracterizando-a como uma reação exagerada.

O presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, viajou hoje para Londres para uma reunião com o primeiro-ministro, David Cameron.

O avião caiu no norte do Sinai, onde as forças egípcias têm lutado contra uma insurgência islâmica por anos.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo acidente, mas não ofereceu nenhuma prova. El-Sissi chamou a reivindicação de "propaganda", projetada para constranger seu governo.

Nesta quinta-feira, a Metrojet suspendeu todos os voos de jatos Airbus A321 de sua frota. A empresa descartou a possibilidade de um erro do piloto ou uma falha técnica como uma possível causa do acidente, atraindo críticas de autoridades russas por falar prematuramente com tanta certeza.

Os EUA informaram ontem que comunicações interceptadas por agências de inteligência mostraram que o grupo filiado ao Estado Islâmico plantou um dispositivo explosivo no avião, disse uma autoridade que falou sob condição de anonimato.

Ele afirmou ainda que não houve acusação formal, pois ainda as provas forenses e as caixas-pretas do avião estão Endo analisadas.

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