Dilma ataca Serra e reforça apelo à militância

Brasília - Convicta na posição mais agressiva adotada desde o último domingo no debate da TV Bandeirantes, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, manteve os ataques ao adversário tucano, José Serra, em comício realizado na segunda-feira em Ceilândia, cidade próxima à Brasília.

"O meu adversário faz uma campanha baseada no ódio, faz uma campanha baseada na boataria e na calúnia, na mentira e na falsidade. E ele não acusa de frente, olho no olho. Ele não faz aquela disputa justa, leal e verdadeira", acusou Dilma diante da multidão que acompanhou o comício.

"Nós vamos escutar ainda muitos boatos", alertou ela.

A presidenciável petista tem afirmado ser vítima de uma "rede de boatos e intrigas", disseminada principalmente pela Internet.

Dilma discursou ao lado do candidato à vice, Michel Temer (PMDB), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do candidato ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), além de aliados locais e ministros do governo.

A estratégia de endurecer o discurso faz parte da estratégia adotada pela campanha petista neste segundo turno da eleição presidencial, que inclui críticas à administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula.

Ao chamar a militância às ruas para reforçar o desejo de continuidade do governo, Dilma foi simbólica. "O Brasil quer continuar mudando. O Brasil não é caranguejo, que volta pra trás." E seguiu fazendo apelos para que os eleitores fortaleçam a militância neste segundo turno.

"Vocês (militantes) são a base, a sustentação e o motivo da nossa luta. Por isso é muito importante que vocês estejam conosco, porque a nossa força vem de vocês", clamou a petista.

Os ataques a José Serra foram reforçados por Temer, que ironizou as promessas do candidato adversário nas áreas de educação, saúde e geração e distribuição de renda; alegando que elas foram cumpridas pelo presidente Lula.

"Ou ele está com uma venda nos olhos e não está vendo nada, ou então está se inspirando no governo Lula", alfinetou Temer.

Coube ao próprio presidente Lula, principal cabo eleitoral de Dilma, rebater uma crítica recorrente feita contra sua candidata: a de que ela não tem experiência em cargos eletivos.

"Era exatamente por isso que eu estava escolhendo ela (para a sucessão presidencial). Era por que ela não tinha os vícios que muitos candidatos já tiveram na história desse país", justificou Lula.

"Eu conheço a Dilma há muito tempo, como eu conheço o adversário dela há muito tempo. E eu não tenho dúvida de que ela é muito mais competente que o seu adversário", completou.

(Reportagem de Bruno Peres)

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