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Coreia do Norte diz que teste de míssil é "advertência" aos EUA

Ação foi motivada por vontade dos EUA de impor novas sanções a Pyongyang.

País disse que responderá em caso de provocações militares de Washington (KCNA/Reuters)

País disse que responderá em caso de provocações militares de Washington (KCNA/Reuters)

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AFP

Publicado em 30 de julho de 2017 às 16h22.

A Coreia do Norte declarou neste domingo que seu lançamento mais recente de um míssil foi uma "séria advertência" aos Estados Unidos e sua vontade de impor novas sanções a Pyongyang, ao mesmo tempo que afirmou que responderá em caso de provocações militares de Washington.

Pyongyang realizou na sexta-feira o segundo teste de míssil balístico intercontinental (ICBM) em menos de um mês.

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, afirmou que "todo o território continental dos Estados Unidos" está a seu alcance.

"O teste do míssil MBIC está destinado nesta ocasião a enviar uma séria advertência aos Estados Unidos, que multiplica seus comentários insensatos, agita freneticamente sanções e uma campanha destinada a pressionar a RDCP", a República Popular Democrática da Coreia, afirma o ministério das Relações Exteriores de Pyongyang em um comunicado publicado pela agência norte-coreana KCNA.

De acordo com especialistas, o teste de sexta-feira foi claramente mais poderoso que o primeiro deste tipo, realizado em 4 de julho. Eles consideram que os mísseis norte-coreanos já podem alcançar, em tese, a costa leste dos Estados Unidos, o que inclui Nova York.

O Senado americano aprovou na sexta-feira novas sanções contra Pyongyang.

No comunicado, o ministério das Relações Exteriores pede aos Estados Unidos "o fim deste sonho estúpido de provocar dano à RPDC".

"Se os ianques [...] se atreverem de novo a esgrimir a ameaça nuclear sobre esta terra [...] a RDPC ensinará boas maneiras fazendo uso da força estratégica militar", ameaça.

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