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Coreia do Norte corta ligação direta com Coreia do Sul

País comunista cortou uma linha direta da Cruz Vermelha em resposta a um exercício militar no Sul e às sanções impostas pela ONU


	Soldados norte-coreanos em treinamento militar: tensões na península coreana têm aumentado desde um terceiro teste nuclear realizado pelo Norte em fevereiro
 (KCNA/Reuters)

Soldados norte-coreanos em treinamento militar: tensões na península coreana têm aumentado desde um terceiro teste nuclear realizado pelo Norte em fevereiro (KCNA/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 11 de março de 2013 às 08h23.

Seul - A Coreia do Norte cortou uma linha direta da Cruz Vermelha com a Coreia do Sul, em mais um acirramento da guerra de palavras contra o Sul e os EUA, em resposta a um exercício militar no Sul e às sanções da ONU impostas por seu recente teste nuclear.

O Norte ameaçou cortar a ligação no dia 11 de março, caso os Estados Unidos e a Coreia do Sul não abandonassem seu exercício militar conjunto.

A linha direta da Cruz Vermelha é usada para a comunicação entre Seul e Pyongyang, que não têm relações diplomáticas.

"Nós ligamos às 9h e não houve resposta", disse um funcionário do governo da Coreia do Sul. A linha é testada diariamente.

O governo norte-coreano também ameaçou cortar uma linha direta com as forças da ONU na Coreia do Sul, na "aldeia de trégua" de Pammunjom, na fronteira.

As tensões na península coreana têm aumentado desde que o Norte realizou um terceiro teste nuclear, em 12 de fevereiro, provocando novas sanções da ONU.

A Coreia do Sul e as forças norte-americanas estão realizando grandes exercícios militares até o final de abril, enquanto o Norte também está se preparando para um enorme exercício militar em todo o país.

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de usar os exercícios militares na Coreia do Sul como plataforma de lançamento para uma guerra nuclear e ameaçou acabar com o armistício com os EUA que encerrou as hostilidades da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953.

O Norte ameaçou um ataque nuclear contra os EUA, mas tal ameaça foi ignorada, considerada como retórica por analistas, uma vez que o Norte não tem capacidade militar para atingir os Estados Unidos.

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