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Comissário da ONU acusa governo sírio de criar apocalipse

Zeid Ra'ad al-Hussein afirmou que o conflito na Síria entrou em uma fase de horror

O Comissário destacou a urgência de enviar a Síria ao Tribunal Penal Internacional (Denis Balibouse/Reuters)

O Comissário destacou a urgência de enviar a Síria ao Tribunal Penal Internacional (Denis Balibouse/Reuters)

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AFP

Publicado em 7 de março de 2018 às 12h26.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou o regime sírio de criar o "apocalipse" em seu país, e afirmou que o conflito entrou em uma "fase de horror".

"Este mês, Ghouta Oriental foi descrita pelo secretário-geral (da ONU) como um inferno na terra", afirmou Zeid Ra'ad al-Hussein ao apresentar seu relatório anual ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"No próximo mês, ou no seguinte, será outro lugar em que as pessoas enfrentarão o apocalipse, um apocalipse pretendido, planejado e executado por indivíduos do governo, aparentemente com o apoio total de alguns de seus aliados estrangeiros", completou.

"É urgente inverter esta tendência catastrófica e enviar a Síria ao Tribunal Penal Internacional", disse o Alto Comissário.

Mas esta hipótese parece pouco provável, já que a instituição depende do Conselho de Segurança, no qual a Rússia continua protegendo a aliada Síria.

O conflito na Síria começou em março de 2011 com a repressão de manifestações pró-democracia. Com o passar dos anos se tornou uma guerra complexa, com a participação de vários personagens. Mais de 340.000 pessoas morreram em quase sete anos.

"Agora o conflito entra em uma nova fase de horror", afirmou Zeid, que denunciou "o enorme derramamento de sangue em Ghouta Oriental e a escalada da violência na província de Idlib, que deixa dois milhões de pessoas em perigo".

 

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