Os quatro países fazem parte do Escudo das Américas (Kent Nishimura / AFP /Getty Images)
Repórter
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 18h01.
O governo dos Estados Unidos cancelou nesta segunda-feira, 28, os vistos de juízes, altos funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru acusados de corrupção, narcotráfico ou conspiração contra seus governos. Segundo o órgão diplomático Departamento de Estado americano, a restrição também alcança familiares diretos e integra compromissos da aliança regional Escudo das Américas.
Os Estados Unidos cancelaram nesta segunda-feira, 28, os vistos de juízes, altos funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru acusados de corrupção, vínculos com o narcotráfico ou conspiração contra seus respectivos governos.
A medida, que também afeta os familiares diretos das autoridades, faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano. O grupo reúne cerca de 15 países da região.
"Sob o governo Trump, funcionários estrangeiros corruptos já não podem entrar livremente nos Estados Unidos", afirmou o texto.
Segundo o Departamento de Estado americano, a política restringe a entrada de estrangeiros que, por meio de corrupção ou narcotráfico, "enfraqueçam um governo eleito democraticamente". O órgão afirmou ainda que essas ações representam uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas.
Líderes da aliança se reuniram na semana passada à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas", com um primeiro conjunto de sanções contra 24 grupos criminosos.
Na Bolívia, estão entre os sancionados o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero, o ex-magistrado Iván Ramiro Campero, o juiz de instrução Rodrigo Vedia e os promotores Albania Chane e Alberto Zeballos. Também foram incluídos a juíza Rosario Flores, o promotor Alvaro Nava, o coronel da polícia Frans Cabrera e o empresário José Luis Iriarte.
O Departamento de Estado também escolheu publicamente o procurador-geral boliviano Roger Mariaca por seu suposto envolvimento em corrupção significativa. Segundo o órgão, as ações atribuídas a ele colocam em risco os esforços de Trump contra o narcoterrorismo e enfraquecem instituições democráticas da Bolívia.
"Suas ações põem em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo e, ao mesmo tempo, enfraquecem as próprias instituições democráticas da Bolívia", explicou o departamento.
Na Colômbia, os afetados são o empresário do setor de energia Euclides Torres e Martha Isabel Peralta, senadora do Pacto Histórico. No Peru, a medida atingiu Juan Carlos Núñez, juiz do primeiro circuito constitucional de Lima.
O Departamento de Estado pode divulgar os nomes das pessoas cujos vistos são revogados ou mantê-los em sigilo.
Os quatro países fazem parte do Escudo das Américas. Na semana passada, líderes da aliança se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas". O primeiro conjunto de sanções anunciado pelo grupo atingiu 24 organizações criminosas.
Com AFP
Os Estados Unidos cancelaram os vistos por acusações de corrupção, vínculos com o narcotráfico ou conspiração contra governos. Segundo o Departamento de Estado americano, a política restringe a entrada de estrangeiros que enfraqueçam governos eleitos democraticamente por meio de corrupção ou narcotráfico.
Na Bolívia, a medida alcançou Israel Ramiro Campero, Iván Ramiro Campero, Rodrigo Vedia, Albania Chane, Alberto Zeballos, Rosario Flores, Alvaro Nava, Frans Cabrera e José Luis Iriarte. O Departamento de Estado também apontou o procurador-geral Roger Mariaca por suposto envolvimento em corrupção significativa.
Na Colômbia, os afetados foram o empresário do setor de energia Euclides Torres e Martha Isabel Peralta, senadora do Pacto Histórico. No Peru, a medida atingiu Juan Carlos Núñez, juiz do primeiro circuito constitucional de Lima.
O Escudo das Américas é uma aliança formada por cerca de 15 países da região e criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março. Bolívia, Colômbia, Equador e Peru fazem parte do grupo.
O Escudo das Américas anunciou um primeiro conjunto de sanções contra 24 organizações criminosas. A decisão ocorreu após líderes da aliança reafirmarem a disposição de adotar medidas coletivas durante uma reunião à margem da Assembleia Geral da ONU.
Não necessariamente. O Departamento de Estado americano pode divulgar os nomes das pessoas cujos vistos foram revogados ou mantê-los em sigilo.