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China projeta crescimento do PIB entre 4,5% e 5% em 2026

Premiê orientou governos locais a adotar medidas concretas, de acordo com suas próprias condições, para alcançar resultados econômicos

Yuan: moeda chinesa segue fortalecida diante do desempenho das exportações. (Thomas Ruecker/Getty Images)

Yuan: moeda chinesa segue fortalecida diante do desempenho das exportações. (Thomas Ruecker/Getty Images)

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Agência

Publicado em 5 de março de 2026 às 14h16.

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A China pretende alcançar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4,5% e 5% em 2026. A meta aparece em um relatório do governo apresentado na quinta-feira na abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional, em Pequim. A reunião marca o início das chamadas “Duas Sessões”, o principal evento político anual do país. O primeiro-ministro Li Qiang afirmou que o objetivo considera o potencial de crescimento da economia chinesa e os planos de desenvolvimento até 2035.

Li apresentou o relatório na abertura da quarta sessão da Assembleia. Segundo ele, a meta está alinhada com os objetivos de longo prazo do país e conta com condições favoráveis para execução. O premiê também orientou governos locais a adotar medidas concretas, de acordo com suas próprias condições, para alcançar resultados econômicos.

Além disso, Li explicou que as metas para 2026 levam em conta ajustes estruturais, prevenção de riscos e avanço de reformas. O ano marca o início do 15º Plano Quinquenal (2026–2030), período em que o governo pretende consolidar bases para crescimento econômico nos anos seguintes.

Analistas afirmam que o intervalo de crescimento reflete a estratégia do governo diante de desafios estruturais e cíclicos da economia. A meta busca manter um ritmo de expansão considerado compatível com o estágio atual de desenvolvimento do país.

Sun Xuegong, diretor-geral do departamento de estudos e consultoria de políticas da Academia Chinesa de Pesquisa Macroeconômica, afirmou que a meta é necessária. A instituição é vinculada à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Segundo Sun, para dobrar o PIB per capita em relação ao nível de 2020 até 2035, objetivo ligado ao plano de modernização socialista, a economia chinesa precisa crescer cerca de 4,2% ao ano nos próximos anos. Nesse cenário, a meta definida para 2026 ajudaria a manter a trajetória necessária.

Ele também afirmou que políticas macroeconômicas de apoio devem continuar. Esse fator pode sustentar o crescimento do consumo e favorecer uma recuperação do investimento.

Economistas destacam que a redução da meta não indica perda dos motores de crescimento da economia chinesa. Alguns setores tradicionais, como o mercado imobiliário, enfrentam desaceleração, e mudanças demográficas afetam o ritmo de expansão.

Por outro lado, novos fatores de crescimento surgem. Entre eles estão a expansão do consumo, o aumento da produtividade associado à inovação e o crescimento do setor de serviços.

Marshall Mills, representante residente sênior do Fundo Monetário Internacional na China, afirmou que fatores de demanda, oferta e reformas podem impulsionar o crescimento econômico do país durante o 15º Plano Quinquenal.

Segundo Mills, do lado da demanda, o alto nível de poupança das famílias chinesas pode fortalecer o consumo privado. Já do lado da oferta, reformas voltadas à melhor alocação de recursos podem ampliar o impacto da inovação e elevar a produtividade em diferentes setores da economia.

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