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Candidato governista e Kirchner empatam em primária argentina

Coalizão liderada pelo ex-ministro da Educação de Mauricio Macri, Esteban Bullrich, tinha 34,19 por cento, enquanto a ex-presidente tinha 34,11 por cento

Cristina Kirchner: investidores temiam que um resultado forte da ex-presidente poderia enfraquecer Macri e preparar o caminho para o retorno de Cristina à Presidência em 2019 (Marcos Brindicci/Reuters)

Cristina Kirchner: investidores temiam que um resultado forte da ex-presidente poderia enfraquecer Macri e preparar o caminho para o retorno de Cristina à Presidência em 2019 (Marcos Brindicci/Reuters)

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Reuters

Publicado em 14 de agosto de 2017 às 09h07.

Buenos Aires - A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner estava empatada com o candidato do governo do atual presidente Mauricio Macri com quase 100 por cento dos votos apurados, em uma eleição primária para o Senado vista como um teste para um possível retorno da esquerda e o fim da agenda reformista de Macri.

Com 95,58 por cento dos votos da província de Buenos Aires --que abriga quase 40 por cento do eleitorado argentino-- apurados, a coalizão liderada pelo ex-ministro da Educação de Macri Esteban Bullrich tinha 34,19 por cento, enquanto Cristina tinha 34,11 por cento, na madrugada desta segunda-feira.

Nunca houve dúvidas de que Cristina --que concorreu sem oposições dentro de seu próprio partido-- se candidataria ao Senado na eleição do dia 22 de outubro, mas muitos investidores temiam que um resultado forte da ex-presidente poderia enfraquecer Macri e preparar o caminho para o retorno de Cristina à Presidência em 2019.

O peso argentino havia caído cerca de 9 por cento desde que Cristina formou um novo partido político e declarou sua candidatura no dia 24 de junho. Cristina Kirchner foi presidente de 2007 a 2015 e foi indiciada por corrupção no último ano.

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