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Câmara baixa autoriza restabelecer pena de morte nas Filipinas

Com a decisão, a Câmara dos Representantes deixa nas mãos do Senado a decisão final sobre o castigo capital

Manila - A Câmara dos Representantes das Filipinas (câmara baixa) aprovou nesta terça-feira a reinstalação da pena de morte no país para crimes relacionados com as drogas, o que deixa em mãos do Senado a decisão final sobre o castigo capital.

A medida foi aprovada com 216 votos a favor, 54 contra e uma abstenção. Trata-se do polêmico Projeto de Lei 4727 apoiado pelo presidente do país, Rodrigo Duterte, como parte de sua política de linha dura contra as drogas.

As Filipinas suspenderam a pena de morte em 2006 durante o mandato de Gloria Macapagal Arroyo (2001-10), que atualmente está entre os principais aliados políticos de Duterte.

O Projeto de Lei 4727, cuja aprovação na Câmara dos Representantes requererá três sessões de votação, contempla a prisão perpétua para um total de oito crimes relacionados com drogas.

A pena capital se reserva, entre outros, para o tráfico de entorpecentes a partir de certas quantidades, como 500 gramas de maconha e 10g de cocaína, assim como para os assassinatos cometidos sob a influência de drogas, transformando o uso destas em um agravante.

A proposta inicial incluía 21 crimes, entre eles sequestro, assassinato e abuso, mas a câmara baixa decidiu limitá-la aos citados oito casos relacionados com as drogas para agilizar sua tramitação e com a intenção de incluir os crimes retirados mais adiante, segundo seu porta-voz, Pantaleon Álvarez.

O Projeto de Lei 4727 passa assim ao Senado, formado por 24 cadeiras, onde se prevê um debate mais disputado do que o vivido na Câmara dos Representantes.

O presidente filipino prometeu durante a campanha eleitoral que o levou ao cargo em 30 de junho que um de seus principais objetivos era reimplantar a pena capital para um amplo espectro de crimes, entre eles os relacionados com as drogas.

Duterte lidera uma dura campanha contra o tráfico e consumo de entorpecentes que causou a morte de mais de 7 mil supostos traficantes ou viciados nos primeiros sete meses desde que começou seu mandato.

Organizações de defesa de direitos humanos, assim como a Igreja Católica das Filipinas, realizaram múltiplos pedidos ao governo para que deixe o plano de reinstaurar a pena de morte.

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