Biden alerta sobre perigo de isolamento dos EUA

"Se nos voltarmos para dentro, minaremos nossas relações mais importantes e buscaremos soluções simplistas para um mundo definido pela complexidade"

Washington - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertará nesta segunda-feira em discurso sobre o perigo de os Estados Unidos se isolarem da América Latina e de todo o mundo e de abandonarem seus valores, em uma referência clara ao virtual candidato presidencial do Partido Republicano, o magnata Donald Trump.

"Se nos voltarmos para dentro, minaremos nossas relações mais importantes e buscaremos soluções simplistas para um mundo definido pela complexidade", diz um dos trechos adiantados do discurso que o vice-presidente pronunciará hoje no Center for New American Security.

"Se nos esquecermos de quem somos e trairmos nossos valores, dando espaço para a intolerância, jogaremos fora nosso progresso", dirá o vice-presidente em outro trecho do discurso, que em nenhum momento cita o nome de Trump.

Também em alusão ao virtual candidato presidencial republicano, Biden insistirá que "erguer muros" e "faltar com respeito" com os países vizinhos mais próximos, fará com que todo o progresso desapareça e volte o "antiamericanismo e o distanciamento prejudicial" em todo o continente americano.

O vice-presidente incentivará no discurso que a próxima administração, que substituirá a de Barack Obama em janeiro de 2017, aproveite o progresso vivido no continente americano, em termos de crescimento da classe média, de promoção da democracia e de melhoria das condições de segurança em todo o continente.

Biden também pedirá relações mais próximas com o México, "capitalizar os laços renovados com a Argentina" e seguir trabalhando nas relações com "líderes regionais" como Brasil, Chile e Colômbia.

Nos trechos adiantados do discurso, o vice-presidente reconhece que há desafios como a "imigração ilegal, o tráfico de drogas e a fragilidade das instituições democráticas, mas que a região está definida hoje pelas oportunidades, não pelas crises".

Biden também falará sobre a importância de manter relações construtivas com a China e criticará a postura do presidente russo, Vladimir Putin, por abrir um "tempo de agressividade renovada da Rússia" que, se for consentida, "colocará em questão nosso compromisso com uma Europa integrada, livre e em paz".

O discurso de Biden está carregado de ataques velados a Trump, que quer erguer um muro ao longo da fronteira com o México, chamou os imigrantes mexicanos de estupradores, pediu para romper laços econômicos com a China e mostrou simpatia pela atitude de Putin.

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