Incêndio: a maioria das vítimas eram adolescentes (Fabrice Coffrini /AFP)
Redação Exame
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h20.
Autoridades da Suíça admitiram nesta terça-feira, 6, que nos últimos cinco anos não foram realizadas as inspeções periódicas de segurança no bar onde um incêndio matou 40 pessoas.
"Não foram efetuadas inspeções periódicas entre 2020 e 2025. Lamentamos profundamente", disse Nicolas Feraud, prefeito de Crans-Montana, cinco dias após a tragédia no bar Le Constellation.
Em comunicado, a Prefeitura informou que havia revisado todos os documentos enviados à Procuradoria do Cantão de Valais após o incêndio. Garantiu que os documentos detalham os "procedimentos administrativos sobre a conformidade do estabelecimento".
"Embora somente em 2025 tenham sido realizadas mais de 1.400 inspeções de incêndio no município, o conselho municipal lamenta profundamente descobrir que este estabelecimento não foi submetido às inspeções periódicas entre 2020 e 2025", acrescentou.
Disse que decidiu encarregar uma agência externa especializada de realizar inspeções em todos os estabelecimentos públicos e proibir o uso de artefatos pirotécnicos em ambientes internos.
O município de Crans-Montana "continuará fazendo o possível para garantir que uma tragédia como esta não volte a ocorrer".
A polícia de Valais disse na segunda-feira que identificou as 116 pessoas feridas no incêndio, das quais 83 continuam hospitalizadas. A idade média dos mortos é de 19 anos.
*Com informações da AFP